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Subject: Premissas falsas levam a conclusões falsas


Author:
Fernando Penim Redondo
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Date Posted: 15/09/06 16:34:10
In reply to: Guilherme Statter 's message, "Re: Algumas questões que exigem reflexão - De facto é verdade" on 15/09/06 12:55:54

>1. Diz FPR
>"As mercadorias não se referem a coisa alguma, os
>homens sim. A comparação das mercadorias e o
>estabelecimento de correspondências de valor é um
>processo que ocorre no cérebro dos homens. O "tempo de
>trabalho" será, mesmo admitindo que seja conhecido,
>quando muito um dos factores que influenciam esse
>processo".

>
>Cheira-me que foi uma precipitação de FPR na medida em
>que se trata - verdadeiramente - de uma questão
>bizantina (ou de semântica, se preferirem...).
>Por mim não estou a ver o autor (Marx) a sugerir a
>ideia de que as mercadorias (font size="2">em geral
>matéria inerte e/ou sem "personalidade" e ainda que
>conformadas pela acção do trabalho humano) a
>fazerem entre si quaisquer comparações sobre os seus
>respectivos valores.
>Esclareço que traduzi literalmente aquela expressão a
>partir de uma versão em Inglês. Em todo o caso, o
>pouco que sei de Alemão, leva-me a recear que as
>minudências da língua alemã, dêem por vezes origem a
>traduções esquisitas.
>Já vi, por exemplo, a expressão "forma corpórea" (das
>mercadorias) ser traduzida por "pele natural".
>Em todo o caso, esta bizantina questão levantada pelo
>FPR faz-me lembrar aquele anúncio que se vê por tudo
>quanto é sítio: "ANDARES VENDEM-SE" (como se os
>andares fossem os sujeitos da acção e se vendessem a
>si mesmos) em vez de "ANDARES VENDE-SE" (indicando
>aquele "SE" um sujeito indefinido da acção).

R - Não se trata de trata de uma precipitação nem de uma questão bizantina.
Por exemplo a temperatura do ar ou a profundidade do mar em determinado ponto são grandezas que não dependem da intervenção ou reacção humana.
O valor das mercadorias é uma questão social e "psicológica" que "não existe" independentemente da avaliação humana.
A frase de Marx em análise induz o erro ao fazer supor que existe um determinado valor nas mercadorias independentemente do julgamento dos compradores e vendedores.
Foi para isso que pretendi alertar.


>2. A propósito da fórmula (por definição
>simbólica)
>x mercadorias A = y mercadorias B (20 braças de
>tecido = 1 fato).

>diz FPR que "Esta formulação induz em erro, na
>verdade esta equivalência depende do tecido e do fato.
>Ou seja: (20 braças de ganga = 1 fato da Zara) ou (20
>braças de veludo fino = 1 fato Hugo Boss)"

>Também não me parece que este reparo de FPR seja muito
>pertinente ou relevante para a questão aqui em apreço.
>Será preciso lembrar e sublinhar (mais uma vez?...) o
>que é um processo de abstracção e respectiva
>representação simbólica ?
>Por outro lado, um momento de reflexão é muito capaz
>de nos levar a verificar que em todo o caso "20 braças
>de veludo fino" custam mais ("trabalho socialmente
>necessário") a produzir do que as "20 braças de ganga"
>do exemplo de FPR.
>O mesmo raciocínio se aplicará aos "'preços de
>produção'" ou custos
(quer em trabalho humano vivo
>quer em trabalho humanl "congelado") socialmente
>necessários"
para fabricar, dar a conhecer e
>manter na mente dos (alienados...) compradores humanos
>o valor simbólico da marca "Hugo Boss" e "Zara".

R - A ganga e o veludo foram apenas exemplos.
É possível encontrar casos em que dois produtos (por exemplo dois detergentes) têm o mesmo "tempo socialmente necessário" mas preços e volume de vendas muito diferentes.
Registo com agrado que, ao contrário de Marx, consideras para a criação do valor actividades como o marketing.
Ora acontece que nesse tipo de actividade é a qualidade e não o tempo que normalmente conta para o resultado.

>3. Pergunta por fim FPR
>Por que razão havemos de considerar como "dada a
>qualidade do trabalho" ?

>Trata-se de um processo banal em investigação
>científica (quer em ciências "naturais" quer em
>ciências "sociais") e tem por objectivo o "isolar das
>variáveis" (dependentes, intervenientes...) de modo a
>identificar eventuais ocorrências de relações de causa
>e efeito.
>Marx limita-se a fazer uma primeira abstracção,
>"isolando num primeiro momento analítico" a variável
>"qualidade do trabalho", para ver o que sucede... Em
>termos de abstracção e lógica de raciocínio.
>Num segundo momento analítico ver-se-á então qual o
>efeito de introduzir essa outra variável na equação.
>Os nossos sociólogos e economistas (estes em
>particular) fazem isso a todo o tempo e é assim que
>falam da condição "ceteris paribus".

R - Penso que já Aristóteles mostrou que ao partir de premissas falsas se chega a conclusões falsas.

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Subject Author Date
Re: Premissas falsas levam a conclusões falsas - Pois levamGuilherme Statter15/09/06 17:12:25


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