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| Subject: O teorema de Okishio - Alguns apontamentos avulsos - 4 | |
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Author: Guilherme Statter |
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Date Posted: 26/05/06 20:56:36 In reply to: Guilherme Statter 's message, "O teorema de Okishio - Alguns apontamentos avulsos - 3" on 26/05/06 20:38:18 A demonstração que aqui se refere é necessariamente no plano lógico ou teórico, mas tendo em linha de conta o caracter diacrónico do problema. Por outro lado, não se trata de fazer com que a realidade se ajuste a um qualquer esquema teórico pré-concebido. Aquilo de que se trata aqui é de entender (no sentido de "imaginar"...) o modelo analítico como uma possível abstracção que reproduza minimamente as condições principais (ou mais relevantes) da realidade modelada. Será um pouco como a correspondência entre a geometria euclidiana e a realidade dos engenheiros e arquitectos. Sabe-se hoje (ou julga saber-se...) que no Universo não há linhas rectas. A linha do horizonte (linha recta por excelência e ponto de referência dos fios de prumo dos pedreiros) não é mais do que um ínfimo segmento de uma linha curva. Ou seja, as linhas rectas dos nossos triângulos convencionais não são mais do que representações gráficas de abstracções. O que não impede os geómetras de fazer demonstrações sobre a soma dos ângulos internos ou os cartógrafos de calcular distâncias entre dois pontos numa qualquer superfície. No sistema capitalista (é do consenso entre todos os analistas que utilizam a abordagem marxista...) teremos pelo menos 4 variáveis permanentemente actuantes: - Capital constante - Capital variável - Mais-valia - Taxa de Lucro Subjacentes ou correlacionadas com estas variáveis fundamentais estarão uma série de outras variáveis como: - Taxa de acumulação - Volume de emprego - Volume ou massa da mais-valia ou excedente - Capacidade produtiva existente - Capital social total Marx "resumiu" a LQTTL à fórmula "r igual a e sobre k mais um", em que r é a taxa de lucro, e é a taxa de exploração e r é a composição orgânica do capital. A questão da refutação "definitiva" da LQTTL por parte de Nobuo Okishio prende-se também com a conclusão a que aparentemente teriam chegado outros analistas face ao comportamento ou interacção daquelas variáveis umas em relação às outras. Por exemplo, a uma tendência para o aumento da composição orgânica do capital, parece poder corresponder (e historicamente até tem correspondido) o aumento da formação técnica do trabalho. A esse aumento da formação técnica do trabalho corresponderá um aumento do seu valor ao mesmo tempo que pode corresponder também a um embaratecimento do capital constante (é essa uma das abordagens convencionais). Resultado: a relação entre a taxa de exploração e a composição orgânica do capital é indeterminada (tanto poderá subir, como descer ou permanecer estabilizada...) A este respeito são aqui pertinentes algumas reflexões da experiência pessoal: - Sempre que expunha este problema a economistas (incluindo-se aí economistas de formação marxista) a resposta era sistematicamente a mesma: "o resultado da função é indeterminado". Tal indeterminação dever-se-ia ao facto de quer o numerador quer o denominador daquela fracção tenderem ambos para infinito. Logo, infinito sobre infinito é uma indeterminação pelo que o problema não tem solução... Como não sou matemático e já lá vão uns anitos desde que estudei alguma matemática dita "superior", sentia-me sem grande autoridade para contrapor. - Por outro lado, de cada vez que expunha este mesmo problema a matemáticos ou engenheiros, a resposta era sempre a mesma "Ah, isso agora é só uma questão de "levantar a indeterminação". E de facto parece que é mesmo. Poder-se-ia levantar aqui a questão de qual a razão que levar economistas como que a "bloquear", enquanto matemáticos e engenheiros se limitariam a ver uma possível solução: "o levantar da indeterminação". Mas a verdadeira solução do problema da alegada "indeterminação" até nem passará por aí. Ou melhor, a verdadeira solução requer uma ida mais atrás, aos fundamentos do materialismo dialéctico e ao caracter intrinsecamente histórico do problema. Ou seja, ao movimento dinâmico (e num só sentido temporal) por parte do comportamento do sistema. Em primeiro lugar o tal "infinito" (quer do numerador, quer do denominador) não é propriamente uma quantidade mensurável ou que se possa adicionar ou subtrair... Não no sentido convencional da soma e subtracção. (Caso contrário teríamos a possibilidade de demonstrar que 1 = 2...) Depois, em segundo lugar, o que interessa (para o comportamento da função a que corresponde a taxa de lucro), é o ritmo de aproximação ao infinito quer do numerador (a taxa de exploração), quer do denominador (o capital constante, mais um). Em qualquer dos casos (o teorema de Okishio e algumas das críticas que lhe são formuladas), creio que se pode concluir que o problema ou disjunção entre as explicações ou demonstrações da LQTTL estará em uns considerarem a QTTL como um fenómeno a-histórico, quando ele só pode ser visto no contexto histórico da evolução secular do capitalismo. ia da tendência decrescente da taxa de lucro [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| Re: O teorema de Okishio - Alguns apontamentos avulsos - 4 | Visitante | 31/05/06 20:44:51 |
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