| Subject: Re: Seminário Tandem Learning |
Author: Lívia Fortes
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Date Posted: 11:19:55 01/20/03 Mon
In reply to:
Junia Braga
's message, "Sminário Tandem Learning" on 09:20:21 01/15/03 Wed
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Ao relacionar os princípios do aprendizado colaborativo em regime de Tandem aos textos lidos na primeira parte desse curso, podemos perceber que, como citado no texto “Matching pedagogy and technology – Tandem learning and learner autonomy in on-line virtual language environments” (Schwienhorst, 1998) o aprendizado de línguas assume um caráter bastante autônomo quando se pode fazer uso de “Tandem learning”, uma vez que essa metodologia ou técnica (essa é uma das minhas dúvidas: como descrever esse tipo de aprendizado, ou seria “tandem” uma técnica, um meio de se ensinar e aprender?) está intrinsicamente ligada à questão da interdependência. Como o autor nos esclarece, a aprendizagem em regime “tandem” só acontece em pares, ou seja, é essencialmente colaborativa e não funciona se não houver interdependência entre as partes envolvidas. Sem a interação não se atinge a co-construção do conhecimento, o que por sua vez não promoverá um aprendizado significativo.
A aprendizagem em regime de “tandem” está calcada a três princípios: O da reciprocidade, o do bilingüalismo, e o da autonomia. O primeiro e o último estão claramente ligados à idéia de parceria, colaboração e responsabilidade mútua pelo aprendizado. Já o segundo princípio é relativo á capacidade de o aprendiz usar tanto a primeira língua quanto a língua alvo no desenvolvimento das tarefas propostas, e da capacidade e necessidade de correção entre as partes e línguas envolvidas no processo. Cabe também ressaltar aqui a questão da confiança mútua, adquirida pelo princípio do bilingualismo, já que um falante nativo é “supostamente” capaz de expressar-se e, conseqüentemente, ensinar sua L1. No entanto, esse é um ponto no qual gostaria de levantar um questionamento àqueles que participam dessa discussão: Será que um nativo é realmente capaz de ensinar, e mais ainda, corrigir e explicar o que está inapropriado na fala de seu parceiro? Como os participantes são preparados para lidar com a questão da correção, se como já sabemos, ser um falante nativo não significa saber a forma correta e nem os porquês que envolvem as questões?
A leitura desse texto foi bastante esclarecedora para mim, no entanto agora tenho muitas dúvidas (como as colocadas acima) quanto à operacionalização do ensino em regime de “tandem”. Ainda não consigo visualizar o processo, mesmo tendo compreendido os objetivos e os princípios subjacentes à metodologia. Pelo que entendi, é possível trabalhar em “tandem” através de diversos meios que não são unicamente escritos, mas me parece que a forma escrita é mais viável e accessível nos dias de hoje com o advento da Internet. Também fica claro no texto que a aprendizagem via “tandem” não deve ser o único meio usado no processo, mas que ela deve complementar um programa de ensino. Dessa forma, acredito que a habilidade escrita, um pouco negligenciada em salas de aula seguidoras da abordagem comunicativa, seja mais bem aproveitada e desenvolvida, além do aumento da consciência meta-lingüística das partes. Uma vez que a escrita é exercitada, a leitura também é, e de maneira geral acredito que a aprendizagem ou melhor, a interação em regime “tandem” tem muito a oferecer a professores e a aprendizes.
Aguardo comentários. Abraços,
Lívia.
P.S.: Júnia, seu seminário ficou muito bem organizado e o resumo está bastante claro é útil. Parabéns também pelo baby! A Maicá nos contou na quinta-feira. Tudo de bom!
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