| Subject: Re: Seminário Tandem Learning |
Author: Marcos Racilan
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Date Posted: 13:18:20 01/20/03 Mon
In reply to:
Junia Braga
's message, "Sminário Tandem Learning" on 09:20:21 01/15/03 Wed
Oi pessoal,
>Tarefas:
>Sugestões iniciais:
>• Relacione os princípios da aprendizagem colaborativa
> em regime de Tandem com o construto da autonomia
>discutido nos textos das semanas 1,2 e 7 de nosso
>curso.
Eu encaro o “Tandem Language Learning” (TLL) como a institucionalização de uma relação que muitos aprendizes de língua estrangeira, que são usuários de bate-papos, listas de discussão ou possuem um ‘keypal’, sempre quiseram criar com os seus respectivos ‘pals’ mas tinham receio de serem mal entendidos e/ou abandonados. Ambos estão interessados em fazer amigos e aprender o idioma um do outro... e isso é claro para os dois.
Aprendizagem em regime Tandem e Autonomia são coisas que parecem indissolúveis na sua própria natureza. Especialmente se pensarmos na autonomia como sendo “a capacidade de tomar o controle de sua própria aprendizagem” (Benson, 2001: 47) “trabalhando junto com ... outros aprendizes em direção a um objetivo comum” (Benson, 2001: 14). O TLL proposto por Schwienhorst (1998), Brammerts e Kleppin (1999), e outros, aplica as mesmas noções de colaboração e negociação antes elaboradas por Benson (2001) e Voller (1997) nas suas reflexões sobre autonomia.
A diferença seria que, respondendo a pergunta título do artigo de Voller (Benson e Voller, 1997): “Does the teacher have a role in autonomous language learning?”, no que se refere ao TLL a resposta seria um sonoro NÃO.
>• Comente sobre os pontos que você considera mais
>relevantes para a aprendizagem em Tandem do texto
>Language Learning in Tandem via the Internet- Help
>and Tips.
Caso alguém se interesse, o site da instituição que promove a Aprendizagem em Tandem é:
http://www.slf.ruhr-uni-bochum.de/
Eu entrei lá e acho que até vou me inscrever num curso.
Citarei partes do site e comentarei logo em seguida:
“fundamentally, both languages are equally used side-by-side”
Uma coisa que achei curiosa é que você escreve parte da carta em uma língua e parte na outra. Será possível escrever a carta toda em ambas as línguas? Acho que sim. Provavelmente isso dependerá de negociação entre as partes.
“Your partner's letters are written expressively to you and are often inspired by your own questions, which makes them more interesting as far as content and language than texts out of language learning books could be. This also means that no one has prepared learning goals and exercises. You have to decide yourself what you would like to learn from your partner's letters and how you wish to proceed.”
Isso mantém a motivação alta já que tudo que você está estudando é significativo para você.
“E-mails in particular are often written too quickly and lack due care and attention. You should check your messages for minor mistakes before you send them to your partner.”
Esta dica é especialmente importante para este ambiente de aprendizagem. Além dos erros lexicais e de estrutura, temos ainda a pontuação, com a qual quase ninguém se preocupa em e-mails, e as abreviações e simplificações que fazemos pela rapidez que escrevemos.
“When you don't completely understand your partner...
Remember that your partner may not be able to understand your problem automatically as it does not pose a problem for him.
· Explain to him as best as you can where your doubts, surprise, contradiction and so on are coming from.
· Incorporate your mother tongue, as your partner understands it and wants to improve his skills in it: translating in order to avoid misunderstandigs is a useful means to bring you both forward. ”
O ponto que acho importante nesta dica é o elemento cultural que ela insere. Desde que comecei a ler sobre TLL venho me perguntando como diferenças culturais, que podem atrapalhar a comunicação, podem ser contornadas. A defesa de tese que a Vera sugeriu que nós assistíssemos fala exatamente sobre isso: “Cultural Accent”. Nossos padrões culturais, muitas vezes inconscientes, geram expectativas frente ao outro que podem não ser satisfeitas ( e provavelmente não vão ) quando o outro é um estrangeiro. Acredito que a única forma de solucionar este problema potencial seria através da construção de uma relação muito honesta e franca, pautada pela abertura para o novo, companheirismo e compreensão irrestritos.
“Correcting in tandem...
If you have unpleasant feelings connected with the term corrections, then go ahead and forget this while learning in tandem!
· Your partner will not judge you by them, as his or her corrections are only there to help you learn.
· You yourself determine what is corrected and how your partner should do this for you.
· Besides, your partner also makes mistakes and expects to receive corrections from you.”
“Each person decides for themself what, how and when they want to learn. Only the support which is specifically asked for can be expected of the tandem partner.”
Confesso que estas duas partes soaram aos meus ouvidos meio como o comercial de um produto, do tipo Organizações Tabajara: “...seus problemas acabaram, adquiram o Partner Corrector Tabajara...”
A correção formal nas escolas de que o texto fala anteriormente também tinham a intenção de ajudar o aluno. Aquela era apenas a forma como se compreendia a coisa na época. O texto neste ponto ficou meio sensacionalista na minha opinião, e opiniões formadas a partir de sensações são raramente prudentes, ponderadas, diria até acertadas!
Quanto a você determinar “what, how and when” ser corrigido...
As relações humanas não são assim lineares e organizadas; acredito que seja difícil a parceria se constituir com a cumplicidade a que a idéia de TLL se propõe se as partes ficarem cheias de não me toques... pelo menos para nós brasileiros, essa coisa de ‘amizade formal’ não cola muito!
Abraço a todos,
Marcos.
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