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| Subject: Jerónimo acusa Alegre de "oportunismo" por evocar Cunhal | |
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Author: Lusa |
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Date Posted: 8/01/06 20:40:39 In reply to: Margarida 's message, "O QUE É QUE PODE MUDAR OS DADOS QUE ESTÃO NO AR?" on 7/01/06 14:47:38 Presidenciais: Jerónimo acusa Alegre de "oportunismo" por evocar Cunhal Loures, Lisboa, 08 Jan (Lusa) - O candidato presidencial Jerónimo de Sousa acusou hoje Manuel Alegre de "oportunismo", por ter evocado, junto ao Forte de Peniche, os nomes de Dias Lourenço e Álvaro Cunhal, líder histórico do PCP, como suas referências. Em Loures, num comício que encheu o cinema dos bombeiros locais, Jerónimo de Sousa considerou "inaceitável" e de "grande oportunismo" que candidato, "para a sua campanha eleitoral, tenha referido o nome de dois valorosos combatentes e resistentes antifascistas, dois comunistas - Dias Lourenço e Álvaro Cunhal. "Podia ser considerada uma justa homenagem a estes dois camaradas, mas o problema é que não se pode homenagear e ter como referência a sua coragem, quando durante as suas vidas, Manuel Alegre tenha tantas criticado e insultado o projecto que defendiam", disse o candidato comunista. O deputado do PS iniciou hoje o período oficial de campanha junto do Forte de Peniche, onde o candidato disse ter ido "buscar a inspiração" dos antigos presos políticos para partir "a caminho da vitória". "Venho aqui buscar a inspiração destes homens e o seu espírito de rebeldia", afirmou, evocando antigos presos políticos como Dias Lourenço, João Pulido Valente e Álvaro Cunhal. No comício de Loures, Jerónimo de Sousa voltou a dirigir as críticas mais violentas a Cavaco Silva, inspirado pelo novo 'slogan' que surgiu esta tarde entre os apoiantes do candidato comunista: "Em Jerónimo votar, para Cavaco derrotar". Numa intervenção empolgada, em que a revolução de Abril foi evocado com frequência, Jerónimo acusou a candidatura de Cavaco Silva, apoiada pelo PSD e CDS-PP, e os seus apoiantes de quererem "o retrocesso e o grau de exploração que havia antes do 25 de Abril em Portugal". Criticando também as políticas do Governo do PS, a quem acusa de ter "interpretado ao contrário" a maioria absoluta conquistada em Fevereiro de 2005, Jerónimo de Sousa assumiu-se ainda como um defensor acérrimo da Constituição da República contra os que a querem alterar. Aqui, surgiram as denúncias contra o PSD e o CDS-PP e os que dizem que "a Constituição é uma força de bloqueio". O nome de Paulo Portas, ex-líder do CDS e antigo ministro da Defesa, também veio à baila, por ter, "depois de meses de silêncio, dito que é preciso de alterar profundamente a Constituição Portuguesa". Em Loures, o ambiente que rodeou este primeiro comício já em período oficial de campanha foi de apelo à mobilização, quer para o voto no dia 22, quer para uma "enchente" no comício do Pavilhão Atlântico no próximo sábado. A música de Zeca Afonso e Sérgio Godinho aqueceu o ambiente e "Grândola, Vila Morena" foi cantada de pé, de punho erguido, antecedendo a entrada de Jerónimo na sala. JLG. Lusa/Fim [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |