| Subject: Re: ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM- SEMANA 2 (Dias, Mattos) - Questões 1 e 4 |
Author: Denise Araújo
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Date Posted: 17:00:03 01/29/03 Wed
In reply to:
Shirlene Bemfica
's message, "ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM- SEMANA 2 (Dias, Mattos)" on 05:05:17 01/27/03 Mon
Prezada Shirlene
Primeiramente gostaria de parabenizá-la pela escolha dos textos e pelas questões colocadas para discussão. Segue abaixo, as minhas sugestões para as questões 1 e 4:
QUESTÃO 1:
Em resposta a esta questão, acredito que a instrução formal exerce um papel de grande importância no desenvolvimento de estratégias por parte dos aprendizes no sentido de conscientizá-los das várias possibilidades de conduzirem e alcançarem uma aprendizagem bem sucedida, facilitando assim, o processo. Conforme afirma Dias (1996: 137), “a instrução é um empreendimento humano com o objetivo de não só orientar os aprendizes às situações de aprendizagem, bem como o de criar oportunidades para que eles aprendam como aprender”. Nesse sentido, segundo a autora, a instrução formal poderá ser utilizada de tal forma a orientar os aprendizes a ativarem determinadas estratégias segundo os seus estilos e necessidades com o intuito de processarem, armazenarem e ativarem informações e terem, desse modo, maior controle sobre a aprendizagem.
Dickinson (1994) e Cohen (1998) afirmam que professores podem e devem orientar os seus aprendizes sobre a importância do uso de estratégias (strategy training) no processo de aprendizagem da nova língua. Tais estudos sugerem algumas formas de conduzirmos um trabalho voltado para o desenvolvimento de estratégias tais como: o treinamento direto de estratégias (direct strategy training) no qual o professor discute / ensina uma determinada estratégia durante a realização de uma determinada atividade; ou através de discussões em grupos de alunos sobre as estratégias preferidas e utilizadas por eles para a realização de uma determinada atividade.
Para finalizar, gostaria de citar Cohen (1998: 65) ao mencionar em seu estudo, a importância do evento instrucional no desenvolvimento de estratégias de aprendizagem: “The underlying premise is that language learning will be facilitated if students become more aware of the range of possible strategies that they can previously select during language learning and language use. The view taken is that the most efficient way for learner awareness to be heightened is by having teachers provide strategies-based instruction to students as a part of the foreign language curriculum”.
QUESTÃO 4:
Sobre os resultados da pesquisa de Mattos (1999), achei bastante interessante ter colocado esta questão para discussão por ser justamente esta uma questão bastante complexa e delicada. A meu ver, acredito que, como apontado pela pesquisadora, os resultados obtidos devem ser analisados com maior cautela através da testagem da hipótese e uso de instrumentos mais confiáveis.
Acredito, como apontado por Silvana ao mencionar o estudo de Cohen (1998), que afirmarmos que quanto mais proficiente é o aluno maior é o número de estratégias por ele utilizadas é uma questão bastante complexa justamente por estarmos lidando com aprendizes dotados de especificidades e necessidades variadas. Nesse sentido, acredito que um aluno considerado proficiente na LA pode vir a usar ou não mais estratégias em relação a um aluno menos proficiente dependendo do seu estilo de aprendizagem, do tipo de instrução recebida para o desenvolvimento de estratégias e das suas crenças em relação ao seu papel no processo de aprendizagem – mais ativo ou passivo. Concordo com Silvana ao ressaltar, segundo Cohen (1998), que o mais importante é a qualidade / eficiência das estratégias usadas para uma determinada tarefa. A análise da equação +proficiente = + estratégias deve ser vista, portanto, com bastante cautela como a equação
+estratégias=+aprendizagem discutida pela professora Vera.
O que você acha? Aguardo comentários.
Um abraço,
Denise
Referências:
DICKINSON, L. Learner autonomy: What, why and how? In: LEFFA, V. J. (Ed.). Autonomy in Language Learning. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 1994. P. 2-12.
COHEN, A. Strategies in Learning and Using a Second Language. London and New york: Longman, 1998.
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