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Subject: Re: SEMINÁRIO CALL-03/08 de FEV. - Developing global connections


Author:
Marcos Manso
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Date Posted: 09:37:22 02/05/03 Wed
In reply to: Elias Cesar 's message, "SEMINÁRIO CALL-03/08 de FEV. - Developing global connections" on 09:59:05 02/02/03 Sun

Olá Elias, Vera e colegas,

Problemas transculturais são muito comuns em qualquer tipo de intercâmbio, estudo ou trabalho em conjunto. Existem várias razões a meu ver para que esses problemas ocorram. O primeiro deles está baseado e falta de informação ou falsa informação.

É muito comum nós vermos pessoas emitindo fortes opiniões a respeito de um povo ou cultura após simples relato unilateral de uma experiência negativa, por ex., em um ambiente de uma outra cultura. Deduz-se que um povo age dessa ou aquela forma baseado em uma informação de uma ou duas fontes apenas. Deixe-me lhe dar um exemplo:

Das centenas de alunos que já tive, a maioria considerava que o “breakfast” norte-americano “é realmente (ou bem) reforçado”. Em 6 anos em que morei nos EUA (e, por favor, não tome esse depoimento como única fonte de análise), morando também entre nativos, além trazer o assunto à tona com outros nativos, notei que esse “breakfast reforçado” nada mais parecia do que um mito brasileiro ou de outra nacionalidade, pelo menos em cidades grandes como New York, Boston, dentre outras. O que há realmente, a meu ver, é uma tentativa de preservar uma certa tradição nesse sentido – uma café matinal mais reforçado - por parte de alguns típicos restaurantes que servem este tipo de refeição. Assim, era muito comum às vezes sairmos para tomar um ‘típico e completo breakfast americano’ em um desses restaurantes ou lanchonetes que ofereciam um variado cardápio de opções, e muito deles com muitas promoções (breakfast completo por apenas três, quatro, cinco, até dez dólares por pessoa). Assim é que, nos EUA assim como no Brasil, o café da manhã varia muito de pessoa para pessoa, do tipo de atividade que ela exerce, de sua condição financeira, de sua consciência (ou não) em relação ao tipo de refeição ideal que se deva fazer, de seu próprio e adquirido costume familiar, da região em vive, de sua exposição a conhecimento específicos, e até mesmo de sua condição psico-social, sua ansiedade, tensão, pressão econômica, problemas de qualquer natureza, tudo isso e muito mais podem influenciar maléfica ou beneficamente na constituição do café da manhã de uma pessoa.

Então, como lidar com esses problemas transculturais? A meu ver e a princípio, com muita informação, conscientização e preparação. Daí a incorporação da comunicação mediada por computador ser importante nesses tipos de projetos: ela possibilita o acesso instantâneo de dados e informação, a troca instantânea ou simultânea de experiências e opiniões em número relativamente bem maior do que seria com a ausência dela. Além disso, nós professores ou facilitadores devemos como exemplo estar abertos às novas tecnologias, métodos, projetos e pesquisas de forma a incentivar esta ação de forma recíproca por partes de nossos colegas aprendizes.

Abraços,
Marcos Manso

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Replies:
[> Subject: Re: SEMINÁRIO CALL-03/08 de FEV. - Developing global connections


Author:
Marcos Manso
[ Edit | View ]

Date Posted: 05:29:39 02/06/03 Thu

Olá Elias, Vera e colegas,

Quando olho para o trabalho de Myra Shulman, o que mais me estimula é a sua ousadia. Se observarmos bem, veremos que as dificuldades com a aprendizagem e adequação de tecnologia e os processos de aprendizagem no percurso de interação, são os mesmos que enfrentaremos se decidirmos levar adiante esse tipo de projeto. Não querendo parecer um bajulador interesseiro, esse é exatamente o mesmo espírito presente em nossa professora. Quando participei da primeira disciplina on-line, muitos colegas, incluindo eu, achavam que seria uma experiência inovadora e cheia de perspectivas, mas ao mesmo tempo viam o projeto com certa reserva: Como seremos avaliados? Quem garante que é o aluno que está interagindo? Como ter certeza de as contribuições são dele mesmo? Essas e outras perguntas permeavam nossas mentes. Creio também que elas perturbaram o sono de muitos professores e responsáveis pela implantação desse tipo de disciplina, como deve ter sido o caso da profa. Vera Menezes.

Por isso é preciso ousar. Se nunca começarmos a viagem, nunca chegaremos a lugar algum. Não fomos nós que inventamos CMC, CALL ou LTNET, dentre outros projetos e tecnologias, mas podemos fazer parte deles e até mesmo de outros que virão, talvez até maiores, talvez até novos. Por isso, achei a experiência de Shulman e Collin simples e fantástica, como todas as boas idéias. Primeiro, porque ela é um Colaborative Project, e como o próprio nome já diz, envolve colaboração mútua. Segundo, porque este projeto não esconde os problemas havidos (o que, digamos, é muito tentador), mas os coloca como desafios a serem vencidos. E terceiro, e não último, ele oferece sugestões àqueles interessados em projetos similares. Além disso, ele está ancorado em um objetivo nobre: “promote mutual understanding and cooperation between the people of Brazil and the people of the United States”.

Seguindo exemplos como o de Shulman e Collins, além de tantos outros que já tivemos o privilégio de conhecer até aqui neste curso, poderemos também desenvolver e implementar nossos próprios projetos colaborativos na Internet, ou senão, pelo menos fazer parte de algum deles.

Abraços,
Marcos Manso


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