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Subject: Freire e Foucault


Author:
Marcus Araújo
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Date Posted: 19:21:15 12/20/02 Fri

Freire e Foucault apresentam relações interpessoais bem divergentes quanto ao ensino mediado por computador. Este acredita em um ensino monitorado pelo professor, em que detem o poder e controle em relação aos alunos. Logo, o professor toma todas as decisões para o ensino e aprendizagem. Por outro lado, aquele acredita em uma educação libertária em que o relacionamento entre professor e aluno seja favorável à aprendizagem, e juntos tornam-se responsáveis pelo processo, métodos de disciplinas e controle de aprendizagem.
Warschauer & Lepeintre (1997) mencionam em seu artigo o ponto de vista de Kern(1995) e Sullivan(1993) em relação a utilização do computador em sala-de-aula. Há uma clara evidência que alunos são mais participativos e interagem com maior espontaneidade em discussões mediadas por computador se comparadas com as discussões orais tradicionais de sala-de-aula. Outros autores (Batson 1998; Beauvois 1992; Chun 1994, entre outros) reforçam essa idéia. E acrescentam que a diferença no uso do computador não é apenas quantitativa, mas também qualitativa em que o controle nas discussões eletrônicas fica sob o domínio dos alunos. Entre algumas vantagens estão: os alunos apresentam maior liberdade de escolha de assunto sem a intervenção/domínio do professor, colaboração com outros alunos na facilitação da apredizagem,etc.
Cummis e Sayers (1990) determinam este ensino como "zona de construção" que a negociação de sentido é realizada entre os participantes. Assim, professores e alunos são aprendizes, por definição.
Um ponto relevante nesta fase de compartilhar informação é que alguns professores não sabem lidar com as novas tecnologias. Então, eles podem aprender com seus alunos. Ademais, os próprios colegas de sala podem aprender um com o outro (Paiva, p.261)
Aqui podemos observar claramente as implicações de Freire. Professor e aluno trabalham em um sistema de parceria, ou entre eles (os próprios alunos). Não há o poder de decisões apenas do professor.
Alguns autores não vêem vantagens no uso do computador nas escolas, já que alunos que conhecem mais sobre computação levam vantagens que outros (que não apresentam tal conhecimento) e passam a dominar as discussões; ou ainda, fazem ataques ofensivos aos colegas.
Janangelo, Hawisher e Selfe (1991) discutem o poder do professor em relação ao aluno no uso do computador, como forma de controlar seu comportamento, em moldar sua discussão,etc. Até que ponto isso é relevante?
Concordo com Freire ao dizer que "uma educação democrática significa que professores deveriam abdicar da liderança e autoridade." Acredito que uma das formas de colocar as palavras de Freire em prática é, por exemplo, deixar o aluno livre nas escolhas de assuntos de seu interesse em uma sala mediada por computador. As coordenadas do professor são essenciais, mas não devem ser autoritárias. Podemos, assim, ter um ambiente de aprendizagem de línguas mais criativo.
Os alunos são responsáveis por sua própria aprendizagem e podem trabalhar de acordo com seu ritmo de trabalho, sem a presença física do professor, que não é condição essencial para o processo de aprendizagem mediada por computador (Paiva).
Ademais, o uso do computador em sala-de-aula pode contribuir aos alunos mais inibidos a participarem mais ativamente, motivar e aumentar as oportunidades de aprendizagemetc. (Paiva).

Leituras Complementares

CHAPELLE, Carol A. Computer-assisted language learning. IN: Computer applications in second language acquisition. Cambridge University Press, 2001. (p.44-94)

PAIVA, Vera L. M. de O. e Paiva. Call and Online Journals. IN: DEBSKI, R.; LEVY, M. (Ed.) Word Call.

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