Author:
Denise Araújo
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Date Posted: 10:05:20 12/18/02 Wed
>De acordo com Freire (2001), só libertamos o aprendiz
>quando compartilhamos com ele o conhecimento. O
>equilíbrio é fundamental nesta questão porque o
>professor deve trabalhar a autonomia sem esquecer seu
>papel de formador
Olá Cláudia
Achei pertinente a sua colocação ao mencionar o duplo papel do professor como mediador e ao mesmo tempo formador. É interessante refletirmos sobre esta mudança de paradigma (de professor treinador a professor formador) justamente porque a nossa responsabilidade aumenta à medida que refletimos sobre a importância do nosso papel frente à aprendizagem de nossos alunos. Como formadores (segundo os princípios da AC), acredito, como Almeida Filho (1998: 42) que diz "num primeiro momento, ser comunicativo significa preocupar-se mais com o próprio aluno enquanto sujeito e agente no processo de formação através da LE". Assim, caberá ao professor uma "sensibilidade extra" para observar e analisar mais criticamente a sua prática em sala de aula e o tipo de discurso empregado, e mais especificamente, os seus aprendizes no esforço de construírem a sua aprendizagem sem intervenções que os traumatizem (ibid, p. 44).
Com relação à sua citação sobre o "conhecimento implica poder", é importante e necessário nós, professores pensarmos no nosso conhecimento como algo a ser co-construído com os nossos aprendizes, dia-a-dia, através do compartilhar de idéias em ambiente colaborativo onde todas as "vozes" devam ser ouvidas e valorizadas na construção do conhecimento. Ao refletir dessa forma, acredito que na prática, essas relações de poder (por parte do professor)devam ser minimizadas, devendo haver, consequentente, um equilíbrio para que a aprendizagem e a emancipação aconteçam.
Um abraço,
Denise Araújo
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