| Subject: Freire e Focault |
Author: Miriam
| [ Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
Date Posted: 05:35:02 12/22/02 Sun
O autor coloca duas visões extremas dos efeitos do ensino mediado por computador. A questão do papel do professor neste tipo de relação é no entanto determinante segundo as duas visões, de Freire e Focault. Sendo a primeira uma visão mais democrática e liberal do papel do professor, não autoritária, e dando liberdade de expressão ao aluno, mas mantendo sempre cada um com seu papel definido. Já o modelo de Focault,’ panopticon’, coloca tanto o professor como os alunos como monitores e controladores dos alunos.
Este papel do professor é relacionado com poder e perda de poder quando o meio é eletrônico. Pois o professor pode tanto ter uma postura de colaboratividade com seus aprendizes, tornando-se também um aprendiz e intervindo no momento apropriado, afinal ele continua sendo o ‘mestre’, criando assim um ambiente harmônico e propício ao aprendizado. Como também este mesmo professor corre o risco de intervir demais, ou de maneira ou no momento inapropriado, como foi citado no exemplo de Joy, abusando assim do seu status e tornando-se autoritário.
São os dois lados de uma mesma moeda, onde ‘segredo’ é encontrar o meio termo das duas colocações.
Creio que recaímos aqui na questão da autonomia e o papel do professor vistas anteriormente neste curso, afinal tudo é interligado. A tecnologia tira o professor do pedestal, mas de forma alguma o torna desnecessário, muito antes pelo contrário. O que percebo é que como professores precisamos reavaliar nossa postura e principalmente encontrar um novo’ponto de conforto’ na relação com esta nova geração de aprendizes autônomos, sem jamais perder nossa autoestima tendendo para o ‘tecnopression’ gerado pela ‘tecnopower’!
PS: Gostaria de destacar a colocação da Denise Araújo, está realmente bem clara e completa.
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
] |
|