| Subject: Re: Seminário: Estartégias de Aprendizagem- 17 a 22 Fev. |
Author: Vanderlice Sól
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Date Posted: 12:27:18 02/18/03 Tue
In reply to:
Rosiane Camilo gonçalves
's message, "Seminário: Estartégias de Aprendizagem- 17 a 22 Fev." on 03:23:52 02/16/03 Sun
Rosiane e colegas,
1. Todos os fatores mencionados por Cohen et al (1998) podem influenciar o uso de estratégias por parte do aprendiz. Pois é muito difícil pensar em instrução baseada no uso consciente de estratégias sem levar em consideração a experiência prévia do aprendiz, sua proficiência, seus estilos de aprendizagem, suas diferenças culturais e como você mencionou “principalmente suas crenças” (crenças sobre o ensino/aprendizado). Pois estas influenciam a percepção e o julgamento, que afeta o que o professor e aluno diz e faz na sala de aula., isto é, como eles interpretam informações novas.
Tendo em vista a situação acima, acredito ser uma boa sugestão acessar as crenças dos professores com o intuito de alterná-las, através da prática reflexiva via cursos de educação continuada. E a partir do trabalho destes professores, com uma prática renovada, penso, que os aprendizes teriam mais chances de alternar seus sistemas de crenças, resultando em ações mais conscientes, efetivas e reflexivas em sala de aula.
2. O que mais me chamou a atenção neste estudo foram as limitações descritas na página 146. Dentre elas destaco as seguintes:
- O fato de os pesquisadores concluírem que a falta de conhecimento da terminologia no momento de desempenhar a tarefa afetou nos resultados. Isto é muito significativo para nós professores, pois, muitas vezes utilizamos estratégias com nossos alunos, porém, não explicitamos de qual se trata ou o que significa.
- O estudo enfatiza a freqüência do uso de estratégias e não o uso eficiente.
- A importância da interação para a realização da tarefa com êxito.
Um outro ponto que gostaria de comentar é com relação às implicações pedagógicas do estudo, que mostram a utilidade do uso consciente de estratégias em sala de aula como um fator útil no processo de ensino/aprendizagem de línguas estrangeiras.
3. Acho que envolver os alunos na atividade seja ela qual for, é a chave para o sucesso, pois, uma vez que o aluno despertou o interesse pela atividade a chance dele se envolver com os colegas, negociar sentidos e trocar experiências aumenta. E um cuidado que o professor deve tomar é com relação a divisão dos turnos (será que ele o domina?), o tipo de perguntas que ele faz para os alunos (será que fazer perguntas, muitas vezes sem sentido é trabalhar conversação?). Enfim, tudo isto está relacionado ao construto de “speaking”, e este deve ser muito bem definido pelo professor.
Abraços
Vanderlice
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