Author:
Sheila Ávila
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Date Posted: 17:52:23 02/26/03 Wed
Marcos,
Seguem comentários sobre algumas das questões propostas.
1. Com base no texto de Doering e Beach, como vocês acham que podemos fazer um projeto colaborativo semelhante ao apresentado por eles para desenvolver a habilidade de leitura de nossos alunos no Brasil usando ferramentas como o computador e a internet? De que forma?
Seria extremamente gratificante e de certa forma inovador desenvolver projetos colaborativos com alunos brasileiros, por exemplo, em língua estrangeira, com aqueles que fazem parte do Ensino Médio. Poderíamos tentar despertar seu interesse pela leitura e pesquisa através de temas que os motivasse à busca. Sugestões seriam assuntos atuais das mais diversas áreas, sendo eles relacionadas às disciplinas escolares ou a seus hobbies, necessidades ou interesses pessoais. Seria também uma forma de integrá-los melhor a contextos como “hypertext” e “hypermedia”. Provavelmente, não poderíamos desenvolver projetos sofisticados como os descritos no texto analisado por falta de recursos financeiros. Também, precisaríamos de escolas equipadas com o mínimos necessário para a execução dos projetos: computadores e internet. E, com criatividade, seria possível melhorar o desempenho de nossos alunos, seja através da colaboração entre brasileiros e/ou brasileiros com falantes nativos. Esse, seria um incentivo a mais para o que já acontece de forma assistemática, com alunos que se interessam por línguas estrangeiras e têm acesso à internet, em “chat rooms” ou meios como ICQ. Ainda, seria uma forma de integrar e propiciar tal aperfeiçoamento e oportunidade de crescimento e motivação para os que não dispõem de tais recursos.
2. Vocês acham que a razão da escassez (ou não) de projetos deste tipo no nosso país é uma questão de iniciativa, de oportunidade, econômica, social ou cultural? Ou algumas delas? Ou todas? Ou há outras razões?
Conforme citei anteriormente, faltam recursos econômicos. Mas, a meu ver, o fator mais agravante é a falta de oportunidade aos professores de se inteirarem do assunto. Resolvendo essa questão, acho que as iniciativas aconteceriam, superando, assim, fatores socioculturais através de consciência da necessidade de inovação e crescimento individualizado (professor / aluno), da escola e do ensino no país.
3. Até que ponto o computador e a internet podem se constituir em uma “onda que passa” ou ferramentas de uso constante e de abrangente aplicabilidade na aprendizagem de um tópico, disciplina ou uma língua estrangeira, por exemplo?
Não acredito que o computador e a internet sejam passageiros, mas progresso, tecnologia, que tendem a melhorar a cada dia e a se estabelecerem e se expandirem. Usamos hoje, recursos que não tivemos e nem se imaginaria serem aplicáveis ao ensino, por exemplo, há dez anos atrás. A verdade é que substituímos aquilo que constatamos como falho por algo melhor, sucessivamente. Logo, podemos desfrutar dos computadores cada vez mais e melhor.
4. Como você vê o resultado de análises apresentadas em Clift, Mullen, Levin, & Larson, 2001, que mostra as limitações da interação online em que trocas mais diretas de sentimentos são evitadas do que ocorre em interação presencial? E o fato de que interações online são mais francas do que as presenciais?
A escrita dá ao seu autor uma certa liberdade que o contato “face-to-face” inibe. E, como as pessoas, quando escrevem, não tem a oportunidade de demonstrar seus sentimentos ou reações de forma física, elas acabam por tentar fazê-lo pelos textos, que se tornam mais reveladores sobre os sentimentos e emoções de seu autor.
Abraços,
Sheila.
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