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Subject: Seminário CALL - 24/Fev a 01/Mar - O Uso de Ferramentas Tecnológicas Que Impulsionam a Aprendizagem


Author:
Marcos Manso
[ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ]
Date Posted: 14:15:45 02/22/03 Sat

Caros colegas e professora,

Gostaria de usar o texto apenas como base para reflexão e ampliarmos o tópico para algo mais abrangente do que simplesmente aplica-lo a professores em treinamento ou estagiários. A idéia é: Que ferramentas podemos usar no ensino e aprendizagem não somente de uma língua estrangeira mas em diversas disciplinas e outros cursos. Como podemos usar eficazmente essas ferramentas?

PERGUNTAS E REFLEXÃO

Escolha UMA ou MAIS opções e discuta com nossos colegas a respeito. Contribua quantas vezes quiser.

1. Com base no texto de Doering e Beach, como vocês acham que podemos fazer um projeto colaborativo semelhante ao apresentado por eles para desenvolver a habilidade de leitura de nossos alunos no Brasil usando ferramentas como o computador e a internet? De que forma?

2. Vocês acham que a razão da escassez (ou não) de projetos deste tipo no nosso país é uma questão de iniciativa, de oportunidade, econômica, social ou cultural? Ou algumas delas? Ou todas? Ou há outras razões?

3. Até que ponto o computador e a internet podem se constituir em uma “onda que passa” ou ferramentas de uso constante e de abrangente aplicabilidade na aprendizagem de um tópico, disciplina ou uma língua estrangeira, por exemplo?

4. Como você vê o resultado de análises apresentadas em Clift, Mullen, Levin, & Larson, 2001, que mostra as limitações da interação online em que trocas mais diretas de sentimentos são evitadas do que ocorre em interação presencial? E o fato de que interações online são mais francas do que as presenciais?

5. Como podemos incentivar nossos alunos a lerem mais? Vocês acreditam que um projeto desenvolvido a partir de CALL ou via computador/internet estimularia os alunos a lerem as obras nas quais o texto ou trabalho estaria baseado? Neste sentido, haveria um maior uso de ‘intertextual links’ como quer Beach & Lundell, 1997 e Lewis & Fabos, 2000?

6. É possível trabalhar com gêneros múltiplos (poemas, cartas, diários, contos, fotos, romnces, etc) em único projeto colaborativo on-line (Romano 2000)?

7. Algum de vocês já usaram qualquer dessas ferramentas: Storyspace, HyperStudio, HyperCard, WebCT ou QuickTime? Como elas podem mediar a construção de links hypertextuais e intertextuais?

8. Essa abertura e flexibilidade, pautadas na idéia de ‘principle of charity’ e ‘passing theories’, que defende Davidson (1984) e Beach & Phinney (1998) podem conduzir a uma interação que seja consistente e eficaz que vá além da interação em si, e promova crescimento e conhecimento também?

Muito obrigado pela sua participação.
Marcos Manso

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Replies:
[> Subject: Re: Seminário CALL - 24/Fev a 01/Mar


Author:
Vera Menezes
[ Edit | View ]

Date Posted: 17:59:08 02/23/03 Sun

Marcos,

Receio que seu seminário será enviado para outra página. Se isso acontecer, por favor, torne a postá-lo.

Vera
[> Subject: O Uso de Ferramentas Tecnológicas Que Impulsionam a Aprendizagem


Author:
Sheila Ávila
[ Edit | View ]

Date Posted: 17:52:23 02/26/03 Wed

Marcos,

Seguem comentários sobre algumas das questões propostas.

1. Com base no texto de Doering e Beach, como vocês acham que podemos fazer um projeto colaborativo semelhante ao apresentado por eles para desenvolver a habilidade de leitura de nossos alunos no Brasil usando ferramentas como o computador e a internet? De que forma?

Seria extremamente gratificante e de certa forma inovador desenvolver projetos colaborativos com alunos brasileiros, por exemplo, em língua estrangeira, com aqueles que fazem parte do Ensino Médio. Poderíamos tentar despertar seu interesse pela leitura e pesquisa através de temas que os motivasse à busca. Sugestões seriam assuntos atuais das mais diversas áreas, sendo eles relacionadas às disciplinas escolares ou a seus hobbies, necessidades ou interesses pessoais. Seria também uma forma de integrá-los melhor a contextos como “hypertext” e “hypermedia”. Provavelmente, não poderíamos desenvolver projetos sofisticados como os descritos no texto analisado por falta de recursos financeiros. Também, precisaríamos de escolas equipadas com o mínimos necessário para a execução dos projetos: computadores e internet. E, com criatividade, seria possível melhorar o desempenho de nossos alunos, seja através da colaboração entre brasileiros e/ou brasileiros com falantes nativos. Esse, seria um incentivo a mais para o que já acontece de forma assistemática, com alunos que se interessam por línguas estrangeiras e têm acesso à internet, em “chat rooms” ou meios como ICQ. Ainda, seria uma forma de integrar e propiciar tal aperfeiçoamento e oportunidade de crescimento e motivação para os que não dispõem de tais recursos.


2. Vocês acham que a razão da escassez (ou não) de projetos deste tipo no nosso país é uma questão de iniciativa, de oportunidade, econômica, social ou cultural? Ou algumas delas? Ou todas? Ou há outras razões?

Conforme citei anteriormente, faltam recursos econômicos. Mas, a meu ver, o fator mais agravante é a falta de oportunidade aos professores de se inteirarem do assunto. Resolvendo essa questão, acho que as iniciativas aconteceriam, superando, assim, fatores socioculturais através de consciência da necessidade de inovação e crescimento individualizado (professor / aluno), da escola e do ensino no país.



3. Até que ponto o computador e a internet podem se constituir em uma “onda que passa” ou ferramentas de uso constante e de abrangente aplicabilidade na aprendizagem de um tópico, disciplina ou uma língua estrangeira, por exemplo?

Não acredito que o computador e a internet sejam passageiros, mas progresso, tecnologia, que tendem a melhorar a cada dia e a se estabelecerem e se expandirem. Usamos hoje, recursos que não tivemos e nem se imaginaria serem aplicáveis ao ensino, por exemplo, há dez anos atrás. A verdade é que substituímos aquilo que constatamos como falho por algo melhor, sucessivamente. Logo, podemos desfrutar dos computadores cada vez mais e melhor.


4. Como você vê o resultado de análises apresentadas em Clift, Mullen, Levin, & Larson, 2001, que mostra as limitações da interação online em que trocas mais diretas de sentimentos são evitadas do que ocorre em interação presencial? E o fato de que interações online são mais francas do que as presenciais?

A escrita dá ao seu autor uma certa liberdade que o contato “face-to-face” inibe. E, como as pessoas, quando escrevem, não tem a oportunidade de demonstrar seus sentimentos ou reações de forma física, elas acabam por tentar fazê-lo pelos textos, que se tornam mais reveladores sobre os sentimentos e emoções de seu autor.

Abraços,

Sheila.
[> [> Subject: Re: O Uso de Ferramentas Tecnológicas Que Impulsionam a Aprendizagem


Author:
Marcos Manso
[ Edit | View ]

Date Posted: 15:45:22 02/27/03 Thu

Olá Sheila,

Obrigado pela sua participação.

Achei boa a sua idéia de um projeto colaborativo para o Ensino Médio. Creio que já é hora de nós professores contribuirmos com o ensino público de um modo geral e darmos a nossa parcela de retorno por aquilo que obtivemos nesses anos todos de uma universidade federal tão boa como a nossa. Acho que só precisamos começar. Podemos partir de uma idéia já colocada em prática. Há muitas delas disponíveis na internet, muitas experiências relatadas e muitos estudos feitos que podem nos ajudar na elaboração de um projeto semelhante tão bom ou melhor aqui no Brasil.Um trabalho assincrônico (Estes, Bronack, and Schoeny, 1999, e Thompson & Nay, 1999, p. 20), por exemplo, promove a chance a que alunos de diversas condições financeiras de poderem participar no projeto, uma vez que eles terão tempo para usar o seu próprio computador em uma hora adequada ou possível, ou então usar o computador de um amigo, da escola ou outro público. O trabalho na Ball State University, é um bom exemplo de que um projeto de discussão assincrônica pode funcionar. Além disso, essa nossa disciplina é baseada em um fórum assincrônico e tem sido muito produtivo, interativo e valioso.

Quanto à segunda questão, concordo com você de que o fator econômico é decisivo para implatação de bons projetos. Mas como você mesmo reconhece ele não é o único. Vários fatores contribuem para que projetos dessa natureza não ocorram com tanta freqüência no nosso país. Creio que o fator cultural é de certa forma decisivo neste aspecto. Sabemos, por exemplo que somos um povo de poucas estatísticas, enquanto que americanos fazem estatísticas de tudo o que se possa imaginar. Para comprovar isso, basta visitar sites na internet sobre o assunto, comparar revistas e jornais norte-americanos, além de livros e outros periódicos. O fator econômico também é fundamental em função do poder aquisitivo do povo brasileiro. Mesmo assim, a participação brasileira nos negócios (principalmente) via internet é cada vez maior, ainda que a um custo bem maior. Para romper a barreira da língua é que, nós professores de língua inglesa, estamos aí. O inglês não é a nossa segunda língua oficial, mas cada dia que passa fala-se mais inglês no Brasil. E o inglês pode servir de ponte para projetos colaborativos entre nações distantes ricas e pobres. A troca de experiências muito nos iluminará em busca de respostas e soluções para os nossos grandes, cosntantes e crescentes desafios.

Quanto à resposta 3, creio que o computador e a internet realmente vieram pra ficar, mesmo apesar de algumas pessoas desistiram logo de início ou perderem aquele entusiasmo inicial. Nosso endereço eletrônico, ainda que em constante mudança (provedores de acesso e de serviço de e-mail)passou a ser o nosso segundo endereço.

Finalmente, quanto á quarta questão, é verdade: o que os olhos não veêm, o coração não sente.

Abraços,
Marcos Manso
[> [> [> Subject: Re: O Uso de Ferramentas Tecnológicas Que Impulsionam a Aprendizagem


Author:
Maristela
[ Edit | View ]

Date Posted: 15:48:31 03/01/03 Sat

"Finalmente, quanto á quarta questão, é verdade: o que
os olhos não veêm, o coração não sente."

Marcos

Será que a gente não "sente" o discurso escrito??!!

Maristela
[> [> [> [> Subject: Re: O Uso de Ferramentas Tecnológicas Que Impulsionam a Aprendizagem


Author:
Marcos Manso
[ Edit | View ]

Date Posted: 14:03:27 03/06/03 Thu

Oi Maristela e colegas,

"Será que a gente não "sente" o discurso escrito??!!"

Com certeza sim, Maristela, mas há alguns problemas neste aspecto. Primeiro, é bom distinguirmos este discurso escrito via e-mail ou através de mensagens instantâneas do discurso falado e até mesmo de outros discursos escritos como as cartas informais ou formais, por exemplo.

Creio que o discurso via e-mail e o de trocas de mensagens instantâneas são muito semelhantes na estrutura e também no distanciamento entre os seus participantes. Mesmo no discurso falado, no intercâmbio de idéias e emoções ocorre muitas falhas de comunicação. Ainda que ambas as partes tenham a sensação de haver entendido uma a outra, a experiência e a realidade mostram que isso não é bem assim. Daí haver muitos desentendimentos e discórdias. Imagine então no discurso escrito! É por isso, que em um trabalho de escola, numa dissertação ou coisa semelhante, o redator tem que ‘mover meio mundo’ para explicar apenas um ponto. Não que isso não ocorra no discurso falado, mas só que aqui os argumentos fluem a uma velocidade muito maior. Por isso, na intenção de diminuir o volume de texto a ser lido pela outra parte, alguns elementos fundamentais para uma compreensão mais adequada do assunto ou linha de pensamento podem faltar e provocar uma má interpretação do outro leitor. O ouvinte ou leitor sempre reagirá a qualquer material que ele lê, e essa reação com certeza envolve não somente a razão como também a emoção, portanto ele ‘sentirá’ sim o discurso escrito, mas só que essas reações podem ser completamente diferentes daquelas as quais o emissor desejou ou tinha em mente provocar.

Quanto ao processo de leitura e aprendizagem através de textos literários que ocorre via computador ou internet, creio que os efeitos podem ser muitos interessantes, porque estes textos são muitas vezes produzidos com recursos de ‘hypermedia’, uma ferramenta que une o útil (intertextos) com o agradável (multimídia) (Jonassen, 2000; Landow, 1997). Neste ambiente, a resposta do aluno é muito positiva pois o seu mundo é um reflexo destes recursos (Beach & Myers, 2001; Myers & Beach, 2001).

Abraços,
Marcos Manso
[> [> [> [> [> Subject: Re: O Uso de Ferramentas Tecnológicas Que Impulsionam a Aprendizagem


Author:
Maristela
[ Edit | View ]

Date Posted: 01:57:32 03/09/03 Sun

Marcos e Pessoal

A ambiguidade parece ser uma característica mais presente no discurso escrito do que no oral, já que no oral há interação, questionamentos, o que pode proporcionar essa menor ambiguidade.

Há diversos tipos de produção escrita e cada uma tem sua estilística e todas têm características semelhantes e específicas. Além disso, no discurso oral há características do discurso escrito e vice versa.

O que percebo é que no discurso on line (por exemplo, chat nossas produções escritas neste forum...) há marcas de afetividade e estas são características desse tipo de escrita e estão relacionadas com as condições de produções dos enunciados on line e também produzidas para eles. Logo, cada escrita tem suas características, porque cada uma tem suas conduções de produção de escrita e todas elas têm seu valor na comunicação, na informação, no humor.... e acredito que essa diversidade de possibilidade de comunicação é que é o melhor da linguagem.

Um abraço.
Maristela
[> Subject: Re: O Uso de Ferramentas Tecnológicas Que Impulsionam a Aprendizagem


Author:
Marcos Racilan
[ Edit | View ]

Date Posted: 15:42:10 02/27/03 Thu

Olá meus caros,

>
>1. Com base no texto de Doering e Beach, como vocês
>acham que podemos fazer um projeto colaborativo
>semelhante ao apresentado por eles para desenvolver a
>habilidade de leitura de nossos alunos no Brasil
>usando ferramentas como o computador e a internet? De
>que forma?

Atualmente, trabalho como professor substituto no COLTEC, dando aulas de inglês para os garotos do ensino médio e técnico. Como muitos deles já estudam/estudaram inglês fora, ficam loucos para ser dispensados das aulas, que se tornam muito chatas para eles. Então, para não deixar eles "voando" por aí sem fazer nada, e ainda com o intuito de envolvê-los num trabalho no nível deles que os manterão em contato com a língua, propos]mos projetos diferentes a cada ano. Neste ano, propus que todos os alunos de 1°, 2° e 3° ano, de nível intermediário para cima, que optassem pela dispensa, formassem um grupo para elaborar um guia do Colégio técnico em detalhes e da Universidade em geral, em inglês, para visitantes estrangeiros que viessem no campus por ocasião de um congresso, por exemplo. Este projeto focalizaria a produção de textos e desenvolvimento de vocabulário. Sugeri que se houvessem alunos com conhecimentos em internet, eles poderiam montar uma página que seria aberta à partir de um link no site oficial da UFMG. A idéia foi inspirada no conceito de "RELATE/CREATE/DONATE" do texto que lemos no início do curso.
Não sei exatamente como a coisa vai funcionar, pois ainda tenho que sistematizar o trabalho para uma reunião que ocorrerá após o carnaval.

P.S.: Vera, você sabe se já existe algum guia deste tipo em inglês na Universidade?

Agora, para trabalhar especificamente com leitura...
Já há algum tempo quero procurar os professores de outras disciplinas como Geociências, Química, Biologia, Eletrônica, etc. para pedir que eles escolham e adotem como parte do material da disciplina deles 1 texto em inglês, para que eu possa trabalhar com os meus alunos. Mas o pessoal lá não é muito acessível, e ainda não tive coragem de propor o trabalho.

>
>2. Vocês acham que a razão da escassez (ou não) de
>projetos deste tipo no nosso país é uma questão de
>iniciativa, de oportunidade, econômica, social ou
>cultural? Ou algumas delas? Ou todas? Ou há outras
>razões?

Sinceramente, acho que o motivo é puramente estrutural, de infra-estrutura. Se todo mundo pudesse ter acesso à rede, aos poucos as idéias e os projetos apareceriam, como acontece no nosso caso. Acredito muito no resultado da pesquisa de Egbert et al. (2002), que mostra que a maioria das pessoas que usam efetivamente a tecnologia em suas aulas são aquelas que tiveram algum contato com ela antes, e não aqueles que frequentaram um curso de CALL. Não sei, mas parece que isto está relacionado com a "psicologia da aprendizagem", aquilo que comumente é chamado de 'botar as mãos na massa' ou mais, academicamente falando, o ensino/aprendizado por meio de tarefas. É como no nosso curso online... ele não é um curso de CALL, mas usa tecnologia e ferramentas da internet no seu andamento. Nestas condições, somos levados a buscar desenvolver aquele conhecimento que ainda não tenhamos, para satisfazer uma necessidade emocionalmente e intelectualmente real, que é completar as tarefas. As habilidades requeridas são formadas individualmente e colaborativamente à medida que vão sendo necessárias. O que torna o aprendizado bem mais significativo e justifica o resultado encontrado por Egbert et al. (2002).

Acho que o trabalho que desenvolvemos nesta disciplina é bastante consistente com a literatura.

>
>3. Até que ponto o computador e a internet podem se
>constituir em uma “onda que passa” ou ferramentas de
>uso constante e de abrangente aplicabilidade na
>aprendizagem de um tópico, disciplina ou uma língua
>estrangeira, por exemplo?

Vocês já imaginaram a vida sem a caneta esferográfica? (Soou meio dramático né... :o), não era essa minha intenção)
Por acaso, já pensaram nela como uma "onda que passa" ou uma ferramenta de trabalho complementar, perfeitamente acessória. Acho que não, né?
Ela também é uma tecnologia!
Acho que nosso projeto para o futuro deva passar pelo mesmo caminho. O computador não pode ser encarado como um acessório, como uma entidade alienígena que precisa de explicação formal de quem o entende, através de cursos de tantas ou quantas horas/aula com apostila incluída. Alguém já leu manual de caneta esferográfica? Ou fez um curso avançado de Bic 4 cores? Você simplesmente usa... vai aprendendo a manejar mais adequadamente com o tempo... naturalmente... sem grande rebuliço.
Acho que é exatamente isso que a pesquisa de Egbert et al. (2002) mostrou.

O uso de computadores e internet deve se tornar corriqueiro, parte da nossa vida diária ao ponto de se tornar imperceptível. É nisso que devemos concentrar nossas forças.

>
>4. Como você vê o resultado de análises apresentadas
>em Clift, Mullen, Levin, & Larson, 2001, que mostra as
>limitações da interação online em que trocas mais
>diretas de sentimentos são evitadas do que ocorre em
>interação presencial? E o fato de que interações
>online são mais francas do que as presenciais?

Isso é um fato e concordo inteiramente com a resposta da Sheila. As nossas interações podem ser um exemplo.

>
>5. Como podemos incentivar nossos alunos a lerem mais?
>Vocês acreditam que um projeto desenvolvido a partir
>de CALL ou via computador/internet estimularia os
>alunos a lerem as obras nas quais o texto ou trabalho
>estaria baseado? Neste sentido, haveria um maior uso
>de ‘intertextual links’ como quer Beach & Lundell,
>1997 e Lewis & Fabos, 2000?

Certamente o uso da internet serviria de motivação para os alunos. Contudo, essa motivação somente existe enquanto ela for uma novidade. Depois que ela virar lugar comum, como proponho que aconteça e acredito que acontecerá, sua capacidade de servir de elemento motivacional diminuirá ou se extinguirá. Portanto, estaríamos baseando o interesse dos alunos pela leitura em valores equivocados e transitórios. Neste caso da leitura, acho que o caminho mais difícil seja o mais eficaz (único?), ou seja, estimular o gosto pela leitura por ela mesma, sem artifícios, pela paixão por aprender/saber/conhecer.

>
>6. É possível trabalhar com gêneros múltiplos (poemas,
>cartas, diários, contos, fotos, romnces, etc) em único
>projeto colaborativo on-line (Romano 2000)?

Dá trabalho, mais sim.

>
>7. Algum de vocês já usaram qualquer dessas
>ferramentas: Storyspace, HyperStudio, HyperCard, WebCT
>ou QuickTime? Como elas podem mediar a construção de
>links hypertextuais e intertextuais?

Não. Elas demandam uma estrutura que a internet, a rede de computadores, a telefonia, etc. brasileiros ainda não possui.



Grande abraço a todos,

Marcos Racilan.
[> [> Subject: Re: O Uso de Ferramentas Tecnológicas Que Impulsionam a Aprendizagem


Author:
Marcos Manso
[ Edit | View ]

Date Posted: 17:03:24 02/27/03 Thu

Olá Xará Racilan e colegas,

Vejo que para suprir uma necessidade ou encontrar alternativas compensadoras não falta a nós brasileiros a criatividade, como a sua por exemplo. Achei que o guia para estrangeiros que você sugeriu foi uma idéia interessante. Na verdade, eu sempre vejo uma idéia inicial como uma alavanca, uma idéia geradora e propulsora de outras idéias. Só precisamos estar atentos à possíveis alterações ao longo do caminho e às sugestões de nossos alunos. “Toque o bonde” pois a idéia tem tudo para funcionar, mesmo que a principio tenhamos certo receio, pois "Every noble work is at first impossible." (Thomas Carlyle). Apesar daqueles alunos desinteressados, vejo que você não deixou as coisas e os alunos simplesmente “pra lá” ou “rolarem” soltos por aí, bem ao estilo de George Balanchine: "I don't want people who want to dance, I want people who *have* to dance."

Quanto ao seu plano de envolver os professores de outras disciplinas, fear not. "If it's a good idea . . . go ahead and do it. It is much easier to apologize than it is to get permission." (Grace M. Hopper).

Quanto ao seu comentário da questão dois, concordo plenamente com você. Vejo, por exemplo, o acesso à internet de certa forma relacionado ao acesso à educação. ACESSO. Esta é a solução. QUALIDADE. Esta deve vir acoplada. O que precisamos é transformar a realidade apresentada por Egbert et al em uma oportunidade para aqueles que não dispõem da tecnologia e ao mesmo tempo promover o acesso às idéias de Doering, Beach, Warschauer, McDonough e tanto outros que já lemos. Afinal, partindo da sua idéia da necessidade como geradora de desafio à busca de projetos soluções, creio que nossa função seja realmente essa: buscar o conhecimento e produzir idéias que gerem ações. Como disse São Francisco de Assis certa vez, "Comece a fazer o que é necessário, depois o que é possível e de repente estará fazendo o impossível.”

Finalmente, o estímulo pela leitura a que você se referiu, é de crucial importância. Vejo que há vários fatores envolvidos: primeiro somente podemos incentivar se formos realmente ou naturalmente motivados a ler. Uma coisa é incentivarmos aos nossos alunos a jogarem baseball (que não jogamos) porque seria uma ótima oportunidade de aprender um jogo novo, enfrentar novos desafios, e exercitar o corpo. Outra coisa é convidarmos nossos alunos a jogarem tênis, uma vez que o praticamos e sabemos o quão agradável, desafiador e saudável ele é. Creio que estas duas palavras serão a grande tônica deste novo século: INCENTIVO E MOTIVAÇÃO, exatamente o começa a faltar aos seres humanos.

Grande abraço,
Marcos Manso
[> [> Subject: Re: O Uso de Ferramentas Tecnológicas Que Impulsionam a Aprendizagem


Author:
Vera Menezes
[ Edit | View ]

Date Posted: 11:17:17 03/01/03 Sat

>P.S.: Vera, você sabe se já existe algum guia deste
>tipo em inglês na Universidade?

Tenho quase certerza de que não existe e sua idéia é bárbara.

>>2. Vocês acham que a razão da escassez (ou não) de
>>projetos deste tipo no nosso país é uma questão de
>>iniciativa, de oportunidade, econômica, social ou
>>cultural? Ou algumas delas? Ou todas? Ou há outras
>>razões?

>Sinceramente, acho que o motivo é puramente
>estrutural, de infra-estrutura. Se todo mundo pudesse
>ter acesso à rede, aos poucos as idéias e os projetos
>apareceriam, como acontece no nosso caso.

Acho que tem um pouco de comodismo e de resistência ao novo também. Sei de escolas que tem equipamento, mas ninguém quer usar.

Vera
[> [> Subject: Re: O Uso de Ferramentas Tecnológicas Que Impulsionam a Aprendizagem


Author:
Maristela
[ Edit | View ]

Date Posted: 13:03:38 03/01/03 Sat

"O uso de computadores e internet deve se tornar
corriqueiro, parte da nossa vida diária ao ponto de se
tornar imperceptível. É nisso que devemos concentrar
nossas forças." (Marcos Racilan)

Marcos,

Concordo com suas argumentações. Cada vez mais, a aprendizagem através do computador e os seus usos para os diversos fins, trabalhos, estudos... serão vistos como atividades rotineiras. Não tem como ver o computador como uma onda, mas como um instrumento de mediação que, com certeza, acelera a aprendizagem e a construção da autonomia.
Além disso, o fato de escrevermos nossas reflexões, no meu ponto de vista, contribui para que haja uma maior aprendizagem, já que temos que pensar e pensar... sobre o que iremos escrever.

Um abraço.
Maristela
[> [> Subject: Re: O Uso de Ferramentas Tecnológicas Que Impulsionam a Aprendizagem


Author:
Regina Brito
[ Edit | View ]

Date Posted: 15:34:49 03/01/03 Sat

>Neste ano, propus que todos os alunos de 1°, 2° e 3°
>ano, de nível intermediário para cima, que optassem
>pela dispensa, formassem um grupo para elaborar um
>guia do Colégio técnico em detalhes e da Universidade
>em geral, em inglês, para visitantes estrangeiros que
>viessem no campus por ocasião de um congresso, por
>exemplo.

Marcos, parabéns pelo seu trabalho. Grande idéia!
Regina
[> [> Subject: Re: O Uso de Ferramentas Tecnológicas Que Impulsionam a Aprendizagem


Author:
Marcos Manso
[ Edit | View ]

Date Posted: 14:38:03 03/06/03 Thu

Oi Marcos Racilan,

veja a minha resposta ao seu comentário na resposta que dei a Miriam "Re-part 1".

Obrigado,
Marcos Manso
[> Subject: parte1


Author:
miriam
[ Edit | View ]

Date Posted: 06:56:11 02/28/03 Fri

Respondendo a primeira pergunta, creio que podemos sim desenvolver projetos semelhantes ao apresentado no texto, mas aí esbarramos na sua segunda pergunta, pois iniciativa e criatividade é o que não falta na nossa cultura, mas na maioria das vezes falta oportunidade de colocar este ‘caldeirão borbulhante’ de idéias em prática por questões meramente econômicas. Como o próprio autor coloca, muitos dos recursos propostos são programas caros e necessitam de computadores de última geração para funcionarem na sua totalidade. Mais de uma vez já tivemos colegas no nosso curso reclamando, se justificando ou compartilhando de uma ansiedade provocada pela incapacidade das suas máquinas em exercer as tarefas propostas por eles. A tecnologia é fascinante, mas a cada vez que me delicio com um upgrade, com a aquisição de um novo recurso, milhares de outros estão sendo lançados no mercado, me colocando de novo atrás do mercado tecnológico. Este é uma questão pessoal, e quando isto é verdade no nosso ambiente de trabalho? As escolas hoje estão cientes que sem tecnologia não dá, mas pode ainda não ser prioridade. Muitos dos meus projetos ficam engavetados porque não tenho como colocá-los em prática na escola aonde trabalho, simplesmente por não ter acesso ao equipamento necessário, claro que já coloquei isto para a direção da escola, que admira meu esforço e me incentiva a continuar batalhando, mas sempre escuto que a escola sabe da importância, mas.....a prioridade de investimento é outra neste momento econômico do país, blá blá blá....Talvez o problema seja social e cultural também, afinal o investimento está sempre sendo ‘postponed’.
To be continued......
[> [> Subject: parte2


Author:
miriam
[ Edit | View ]

Date Posted: 06:57:55 02/28/03 Fri

continuando....
Outro ponto relevante é que nem todos os meus colegas de trabalho levantam a bandeira do uso da tecnologia, por comodidade, medo do novo, falta de intimidade com tecnologia ou simplesmente preguiça de correr atrás. Prefiro acreditar que é medo do novo e/ou falta de intimidade com a máquina. Cabe então a sua terceira pergunta, acredito que a internet definitivamente não é uma onda que passa como muitas pessoas gostam de pensar devido aos pontos mencionados, estas pessoas preferem ficar quietinhas esperando a onda ir embora, mas como seu xará Marcos coloca, como imaginar a vida sem a caneta esferográfica? Menos drasticamente falando, como imaginar uma aula de idiomas sem um aparelho de cd? Ou um vídeo? Em um futuro muito próximo, creio que falaremos da mesma maneira da internet. Por isto estou aqui nesta sexta-feira de carnaval, tentando aprender com você e com nossos colegas, para quando este tempo chegar o meu angu já estar prontinho, como diria minha mãe!!!! Estou começando a variar, deve ser o carnaval chegando...Finalizando e voltando a sua primeira pergunta, a forma como podemos desenvolver um projeto colaborativo, as possibilidades são infinitas, eu começaria inferindo da turma a ser trabalhada o assunto de interesse deles e então a partir daí iria ver o recurso mais viável no momento para poder desenvolver o projeto proposto, pois idéia boa inviável dentro do contexto de ensino vira idéia inexeqüível, certo?
Super abraço e bom carnaval que ninguém é de ferro!!!!
Miriam
ps: não alcancei o que você quis dizer com ‘menteval’??????
[> [> [> Subject: Re: parte2


Author:
Maristela
[ Edit | View ]

Date Posted: 13:32:22 03/01/03 Sat

"Outro ponto relevante é que nem todos os meus colegas
de trabalho levantam a bandeira do uso da tecnologia,
por comodidade, medo do novo, falta de intimidade com
tecnologia ou simplesmente preguiça de correr atrás.
Prefiro acreditar que é medo do novo e/ou falta de
intimidade com a máquina."

São várias as questões que podem propiciar o não uso do computador na aprendizagem. Bem, a questão está relacionada também ao aspecto cultural, pois deve-se refletir (refletir-usar) sobre a importância desse tipo de aprendizagem, envolver mais e mais as pessoas envolvidas com a Educação, ter estrutura física e de manutenção, uma política educacional e ter profissionais que tenham autonomia (e que se arrisquem mais)para usar a máquina de maneira mais colaborativa/cooperativa.... Logo, relaciona-se também à uma cultura de aprender...

Maristela
[> [> [> Subject: Re: parte2


Author:
regina brito
[ Edit | View ]

Date Posted: 16:27:04 03/01/03 Sat

>continuando....
>Outro ponto relevante é que nem todos os meus colegas
>de trabalho levantam a bandeira do uso da tecnologia,
>por comodidade, medo do novo, falta de intimidade com
>tecnologia ou simplesmente preguiça de correr atrás.
>Prefiro acreditar que é medo do novo e/ou falta de
>intimidade com a máquina. Cabe então a sua terceira
>pergunta, acredito que a internet definitivamente não
>é uma onda que passa como muitas pessoas gostam de
>pensar devido aos pontos mencionados, estas pessoas
>preferem ficar quietinhas esperando a onda ir embora,
>... como imaginar uma aula de idiomas sem um
>aparelho de cd? Ou um vídeo? Em um futuro muito
>próximo, creio que falaremos da mesma maneira da
>internet.

Concordo plenamente com vc. Miriam. Tudo é uma questão de tempo até que essa tecnologia chegue a mais pessoas e que os mais resistentes possam aceitá-la sem maiores conflitos.
Um abraço,
Regina.
[> [> Subject: Re: parte1


Author:
Marcos Manso
[ Edit | View ]

Date Posted: 17:33:16 03/01/03 Sat

"O uso de computadores e internet deve se tornar corriqueiro, parte da nossa vida diária ao ponto de se tornar imperceptível.” Marcos Racilan

”Não tem como ver o computador como uma onda, mas como um instrumento de mediação que, com certeza, acelera a aprendizagem e a construção da autonomia.” Maristela

“...mas na maioria das vezes falta oportunidade de colocar este ‘caldeirão borbulhante’ de idéias em prática por questões meramente econômicas.... mas a cada vez que me delicio com um upgrade, com a aquisição de um novo recurso, milhares de outros estão sendo lançados no mercado, me colocando de novo atrás do mercado tecnológico.” Miriam

Oi colegas,

Concordo com vocês todos. Existem alguns fatores que são perturbadores para a implementação de novas idéias e projetos. Mas ao mesmo tempo eu fico pensando: quando começo a ficar meio revoltado com coisas desse tipo, falta de recursos, de iniciativa, de apoio, etc., eu começo a voltar para dentro de mim mesmo e me perguntar: Bem, já que uma solução iminente de fora parece meio improvável, o que é que eu posso fazer?

Deixe-me dar-lhes um exemplo: Independentemente de acesso a internet, e após alguns upgrades e melhorias, além de inúmeros programas baixados pela internet e outros que adquirimos ao longo de nossa vida computacional, eu às vezes páro e me pergunto: muito bem seu Marcos, de tudo o que você já adquiriu em termos de teoria, hecimento e tecnologia, o que é que você já usou com os seus alunos e para os seus alunos? será que você poderia ter usado mais o recursos do seu próprio computador? quantos por cento daqueles megas de programas em HD e discos diversos que tem você tem usado efetiva e diretamente aos seus alunos? Que uso você já fez do recurso de e-mail e trabalhou com seus alunos de forma assincrônica em alguma atividade ou projeto que fosse assim possível? Depois de uma certa preocupação, vem aquela frase de Karen Horney: “Concern should drive us into action and not into depression.", e depois uma mais desafiadora ainda: "Great minds have purposes, others have wishes." Washington Irving. E a próxima pergunta tem que ser: o que é que posso fazer hoje e agora? Quer recurso posso usar hoje com meus alunos? O que é que tenho? Cinco pãezinhos e dois peixinhos? Então, que tal fazer um milagre? Afinal: "Little drops of water, little grains of sand/Make the mighty ocean, and the pleasant land." (Julia Carney) e "Great things are not done by impulse, but by a series of small things brought together." (Vincent van Gogh).

Please, não me entendam mal, não quero parecer ser aqui um super-homem ou super-teacher. Mas, ainda que eu seja um mero private teacher, a questão pra mim sempre é: será que eu não posso fazer mais com o que eu já tenho? E a resposta é quase sempre sim. Recentemente tenho usado alguns textos de Literatura Americana desde as primeiras formas de expressão literária neste Novo Mundo. Para minha surpresa, o que parecia ser algo pouco ou de nenhuma importância, na verdade despertou o interesse dos alunos. Como isso toma muito tempo, deixei que a maior parte do trabalho e discussão fosse feita através de pesquisa e reflexão do aluno. Sugeri a eles que pesquisassem a respeito do autor na internet ou livros, bem como suas obras e comentários, principalmente aquela obra que discutiríamos. Coloquei algumas perguntas de reflexão como homework e em sala apenas tirávamos as dúvidas e discutíamos as questões mais relevantes. Por enquanto, tem dado certo. E tenho muitos planos pela frente, assim que tiver o tempo mais livre.

É isso, por enquanto colegas,
Forte abraço, e desejo de sucesso a todos.
Marcos Manso
[> Subject: Re: Seminário CALL - 24/Fev a 01/Mar - O Uso de Ferramentas Tecnológicas Que Impulsionam a Aprend.


Author:
Adriana Sales
[ Edit | View ]

Date Posted: 13:07:56 03/01/03 Sat

Marcos e colegas,

Questões 1 e 2:

O projeto apresentado por Doering e Beach é muito interessante. Podemos adaptar este modelo conforme nossos objetivos, necessidades e tecnologia disponíveis. A idéia de como seria o projeto poderia surgir de uma discussão entre os aluno e professores. Assim ficaria fácil descobrir quais assuntos ou quais personalidades os alunos gostariam de desenvolver no projeto. Seria interessante fazer uma distribuição das tarefas e verificar entre os alunos os que possuem algum conhecimento de construção de homepages, manipulação de sons e imagens, etc.

Para desenvolve a habilidade de leitura utilizando o computador, creio que os assuntos devem estar voltados para o público alvo, seus interesses, hobbies ou gostos. Uma idéia interessante é montar um site com as atividades e organizar um jornal para ser distribuído via e-mail. Com certeza, os alunos se sentirão mais interessados e envolvidos em projetos que são de seus interesses.

No projeto de Doering e Beach foram utilizadas algumas ferramentas que eu pessoalmente não conhecia e não sei utilizar. Assim acho interessante o professor dispor dos recursos disponíveis e desenvolver a atividades da melhor forma possível.

Quanto à escassez desses projetos creio que é devido a falta de iniciativa por parte dos professores. Por questões econômicas, já que não são todas as escolas que são equipadas com computadores. E por último, por uma questão cultural, já que muitos professores não estão interessados ou preparados em usar novas tecnologias em sala de aula.

Acredito que devam existir muitos projetos parecidos com o de Doering e Beach aqui no Brasil, mas não são muito divulgados ou ficam limitado somente na esfera da escola.

Questão 3:

O uso do computador e a internet vieram para ficar. Não consigo imaginar estes benefícios (tanto no plano educacional como quanto na vida cotidiana) como sendo uma onda que passa. Creio que o computador e a internet só trazem beneficios para a educação, principalmente na nossa área de língua estrangeira. Além de ser uma forma de motivar os alunos, o uso dessas tecnologias favorece a aprendizagem fora da sala de aula em qualquer hora ou lugar.

Questão 6:

Acho plenamente possível fazer um projeto colaborativo on-line usando múltiplos gêneros. Além de tornar o trabalho mais atrativo visualmente, o uso de múltiplos gêneros promove uma diversificação de informações e em alguns casos traz veracidade ao texto.

Abraços,

Adriana
[> [> Subject: Re: Seminário CALL - 24/Fev a 01/Mar - O Uso de Ferramentas Tecnológicas Que Impulsionam a Aprend.


Author:
Marcos Manso
[ Edit | View ]

Date Posted: 18:12:55 03/01/03 Sat

Oi Adriana e colegas,

”O projeto apresentado por Doering e Beach é muito interessante. Podemos adaptar este modelo conforme nossos objetivos, necessidades e tecnologia disponíveis.”

Concordo com você. Lembra do trabalho desenvolvido por Myra Shulman em seu texto “Developing Global Connections through Computer-Mediated Communication"? Ela começou com algo modesto para depois crescer de acordo com a capacidade e a necessidade do grupo.

“Para desenvolve a habilidade de leitura utilizando o computador, creio que os assuntos devem estar voltados para o público alvo, seus interesses, hobbies ou gostos. Uma idéia interessante é montar um site com as atividades e organizar um jornal para ser distribuído via e-mail. Com certeza, os alunos se sentirão mais interessados e envolvidos em projetos que são de seus interesses.”

Uma idéia boa que tem funcionado. Podemos unir o útil ao agradável: usar os interesses dos alunos como alavanca para as metas do professor.

“No projeto de Doering e Beach foram utilizadas algumas ferramentas que eu pessoalmente não conhecia e não sei utilizar. Assim acho interessante o professor dispor dos recursos disponíveis e desenvolver a atividades da melhor forma possível.”

Sem dúvida, e enquanto usamos os recursos que temos, podemos conhecer outros recursos que logo em seguida podemos colocar em uso e prática.

”Quanto à escassez desses projetos creio que é devido a falta de iniciativa por parte dos professores.
(Realmente alguns precisam ter iniciativa). “Por questões econômicas, já que não são todas as escolas que são equipadas com computadores.” (Muitas vezes) “E por último, por uma questão cultural, já que muitos professores não estão interessados ou preparados em usar novas tecnologias em sala de aula.” (Uma dura e triste realidade para muitos. O interesse é difícil de despertar, mas a preparação pode ser trabalhada)

”O uso do computador e a internet vieram para ficar.”

Concordo. Já reparou que a maioria das crianças de hoje não sabem o que é uma máquina de escrever? Interessante que mesmo aquelas que não tem computador não conseguem imaginar uma máquina de escrever. O que vem à mente delas é o teclado de um computador.

“Não consigo imaginar estes benefícios (tanto no plano educacional como quanto na vida cotidiana) como sendo uma onda que passa. Creio que o computador e a internet só trazem beneficios para a educação, principalmente na nossa área de língua estrangeira. Além de ser uma forma de motivar os alunos, o uso dessas tecnologias favorece a aprendizagem fora da sala de aula em qualquer hora ou lugar.”

Também não consigo me imaginar sem o auxílio desta máquina. Também acho que computador e internet trazem muitos benefícios (apesar de alguns malefícios também, por má administração destes recursos) e que são ferramentas motivadoras e facilitadoras da aprendizagem.

Obrigado,

Marcos Manso
[> [> Subject: Re: Seminário CALL - 24/Fev a 01/Mar - O Uso de Ferramentas Tecnológicas Que Impulsionam a Aprend.


Author:
claudia neffa
[ Edit | View ]

Date Posted: 07:15:01 03/08/03 Sat

>Marcos e colegas,
>
>Questões 1 e 2:
>
>O projeto apresentado por Doering e Beach é muito
>interessante. Podemos adaptar este modelo conforme
>nossos objetivos, necessidades e tecnologia
>disponíveis. A idéia de como seria o projeto poderia
>surgir de uma discussão entre os aluno e professores.
>Assim ficaria fácil descobrir quais assuntos...

FAÇO MINHAS AS PALAVRAS DE ADRIANA PORQUE ACHO QUE TODAS ESSAS IDÉIAS EM PRINCÍPIO DEVEM PARTIR DE DISCUSSÕES E LEVANTAMENTOS DAS NECESSIDADES DOS NOSSOS ALUNOS.
>
>Para desenvolve a habilidade de leitura utilizando o
>computador, creio que os assuntos devem estar voltados
>para o público alvo
DE NOVO AQUI DEVO CONCORDAR QUE MOTIVAÇÃO ESTÁ LIGADA AOS INTERESSES PESSOAIS DOS ALUNOS ENTÃO CADA CASO É UM CASO.
>

>
>Questão 3:
>
>O uso do computador e a internet vieram para ficar.
>Não consigo imaginar estes benefícios (tanto no plano
>educacional como quanto na vida cotidiana) como sendo
>uma onda que passa. Creio que o computador e a
>internet só trazem beneficios para a educação

SEM A MENOR SOMBRA DE DÚVIDA MAS OS CRITÉRIOS QUE DEVEM SER RESPEITADOS NA SUA UTILIZAÇÃO SÃO MUITO IMPORTANTES.
>
>Questão 6:
>
>Acho plenamente possível fazer um projeto colaborativo
>on-line usando múltiplos gêneros. Além de tornar o
>trabalho mais atrativo visualmente, o uso de múltiplos
>gêneros promove uma diversificação de informações e em
>alguns casos traz veracidade ao texto.
>
>abraços,]
claudia
[> Subject: Re: Seminário CALL - O Uso de Ferramentas Tecnológicas Que Impulsionam a Aprendizagem


Author:
Maristela
[ Edit | View ]

Date Posted: 13:38:49 03/01/03 Sat

Acredito que podemos, no Brasil, desenvolver um projeto colaborativo para propiciar ao aluno o desenvolvimento de sua habilidade de leitura, usando a Internet e para isso é necessário termos a infra-estrutura necessária, bem como iniciarmos uma cultura de aprendizagem mediada por computador e o professor(es) devem estar em um nível de maior autonomia em relação ao processo de ensino-pesquisa-aprendizagem.... No meu ponto de vista, a aprendizagem de leitura, de cultura... “on line” acelera o desenvolvimento da leitura e das outras habilidades/competências. Logo, trabalhar com projetos interdisciplinares no qual há diversos professores envolvidos, pode tornar a aprendizagem bem mais significativa, pode proporcionar ao aluno ter bem definido o objetivo e os propósitos das atividades e os “[s]tudents algo need to know why they are using these tools to achieve certain objects or outcomes in an activity (Doering e Beach, 2002, p. 18). Acredito que projetos envolvendo aprendizes não nativos e nativos podem ser bem eficazes não somente em relação à habilidade de leitura, mas também escrita, cultura...

Em relação a razão de escassez de projetos colaborativos on line, acredito que é determinante a questão da infra-estrutura, já que sem computador no ambiente educacional fica difícil iniciar uma cultura de aprendizagem mediada por computador, envolvendo não somente uma sala de aula, mas todo um contexto educacional.

Em relação ao uso do computador, acredito que não é um onda que passa, mas um instrumento forte na aprendizagem, no processo de autonomia dos alunos e também dos professores e esse será, sem dúvida, cada vez mais utilizado, já que esse é um dos caminhos para se ter uma aprendizagem mais autêntica, significativa e eficaz.

Penso que demonstramos nossos sentimentos através da escrita e essas marcas estão também no texto escrito on line. Podemos perceber isso em nosso forum. Se fizermos uma pesquisa, tendo como base nossos discursos produzidos no forum deste curso, perceberemos que as nossas marcas - de sentimento - estão lá. É uma hipótese bem possível. Logo, não vejo essa aparente falta de “sentimentos” como algo negativo, já que para mim os sentimentos estão demonstrados (marcas lingüísticas) na escrita on line.

Um projeto desenvolvido a partir do CALL sem dúvida propicia ao aluno desenvolver mais suas habilidades e competências, usando o hipertexto, os “intertextual links”. Nesse sentido, trabalhar com gêneros múltiplos proporciona ao aluno refletir sobre a diversidade textual, já que ”[m]ulti-genre writing involves using a range of different types of genres – reports, poems, letters, diaries, stories, advertisements, field notes, photos, drawings, and so forth – to explore different aspects of and perspectives on a topic.”( Doering e Beach, 2002, p.4)

Em relação às ferramentas “Storysplace, HyperStudio, HyperCard, WebCT ou QuickTime” não as usei ainda como professora, já que estou refletindo mais sobre a aprendizagem mediada por computador somente agora nesse nosso curso. No entanto, são caminhos possíveis, a fim de se trabalhar mais a co-construção do conhecimento (e inclui a cultura) e da autonomia.

“Principles of charity” refere-se aos “participants’ willingness to be open to entertaining others’ beliefs as valid and rational....”Passing theories” refers to the idea that participants are willing to modify their established “prior theories” to be open to entertaining and integrating others’beliefs into one’s own beliefs (Doering e Beach, 2002, p. 24). Essas duas citações remetem-nos à Silva (2000) na argumentação de que as crenças estão em contínua construção e reconstrução, sendo necessário que elas “deixem de ser construtos de senso comum, pois serão frutos de elaborações e reelaborações que conduzem à geração de conhecimentos e não à simples aquisição de conhecimentos produzidos por outros.” (Silva, 2002, p. 92). Nesse sentido, a interação pode ser bem mais eficaz, promovendo produção de conhecimento e autonomia.

Referências Bibliográficas

DOERING, A., BEACH, Richard. Preservice English teachers acquiring literacy practices through technology tools. In: Language Learning & Technology. Vol. 6, N º 3, September, 2002, p. 127-46.

SILVA, Izabel Maria. Percepções do que seja ser um bom professor de inglês para formandos de Letras: um estudo de caso. Dissertação de mestrado não publicada, em Lingüística Aplicada. UFMG, 2000.

Um abraço a todos.
Maristela
[> [> Subject: Re: Seminário CALL - O Uso de Ferramentas Tecnológicas Que Impulsionam a Aprendizagem


Author:
Marcos Manso
[ Edit | View ]

Date Posted: 18:48:53 03/01/03 Sat

Oi Maristela e colegas,

"Penso que demonstramos nossos sentimentos através da escrita e essas marcas estão também no texto escrito on line. Podemos perceber isso em nosso forum. Se fizermos uma pesquisa, tendo como base nossos discursos produzidos no forum deste curso, perceberemos que as nossas marcas - de sentimento - estão lá. É uma hipótese bem possível. Logo, não vejo essa aparente falta de “sentimentos” como algo negativo, já que para mim os sentimentos estão demonstrados (marcas lingüísticas) na escrita on line."

Há outros aspectos positivos em relação a isso: já que podemos ser mais francos via e-mail ou internet, então sobra mais espaço para uma discussão franca e aberta como nos bons tempos das arenas intelectuais romanas e gregas e, portanto, mais espaço para a razão e conhecimento.

“Um projeto desenvolvido a partir do CALL sem dúvida propicia ao aluno desenvolver mais suas habilidades e competências, usando o hipertexto, os “intertextual links”. Nesse sentido, trabalhar com gêneros múltiplos proporciona ao aluno refletir sobre a diversidade textual, já que ”[m]ulti-genre writing involves using a range of different types of genres – reports, poems, letters, diaries, stories, advertisements, field notes, photos, drawings, and so forth – to explore different aspects of and perspectives on a topic.”( Doering e Beach, 2002, p.4)”

Neste trabalho de Literatura Americana que estou trabalhando (vide resposta minha ao Racilan Maristela e Miriam postada como Re: parte1 (Miriam) – Marcos Manso), tenho tentado intercalar documentos, relatórios, ficção, contos, poesias, à medida que eles forem aparecendo (por enquanto este é um projeto sincrônico). Diversificar é sempre bom: a gente atende a gostos e interesses diferentes, e ao mesmo tempo desperta novos gostos e interesses diferentes, além, é claro, de produzir conhecimento.

““Principles of charity” refere-se aos “participants’ willingness to be open to entertaining others’ beliefs as valid and rational....”Passing theories” refers to the idea that participants are willing to modify their established “prior theories” to be open to entertaining and integrating others’beliefs into one’s own beliefs (Doering e Beach, 2002, p. 24). Essas duas citações remetem-nos à Silva (2000) na argumentação de que as crenças estão em contínua construção e reconstrução, sendo necessário que elas “deixem de ser construtos de senso comum, pois serão frutos de elaborações e reelaborações que conduzem à geração de conhecimentos e não à simples aquisição de conhecimentos produzidos por outros.” (Silva, 2002, p. 92). Nesse sentido, a interação pode ser bem mais eficaz, promovendo produção de conhecimento e autonomia.”

Com relação a este tema, sonho um dia poder escrever um livro a respeito e demonstrar com pesquisas e citações que cultura e religião não são elementos ad-eternos entre os diversos povos e etnias deste nosso planeta. Nem os indígenas possuem uma cultura ou religião única. Na verdade, suas culturas e religiões são o resultado de dezenas ou centenas de cruzamentos de culturas ainda que pareça que alguns deles não tenham tido tanto contado assim com outros povos. Cultura, por exemplo é um elemento altamente dinâmico e transformador. É na troca de informações, experiências e conhecimentos é que construímos sabedoria e colaboração mútua. Precisamos estar abertos ao novo e diferente e promover essa abertura. Precisamos estar preparados para participar do novo e também estimular a participação de outros. Precisamos estar abertos à integração e estimular a integração dos outros.

Obrigado,
Marcos Manso
[> [> [> Subject: Re: Seminário CALL - O Uso de Ferramentas Tecnológicas Que Impulsionam a Aprendizagem


Author:
Maristela
[ Edit | View ]

Date Posted: 03:10:34 03/02/03 Sun

"tenho tentado intercalar documentos, relatórios, ficção, contos, poesias, à medida que eles forem aparecendo (por enquanto este é um projeto sincrônico). Diversificar é sempre bom: a gente atende a gostos e interesses diferentes, e ao mesmo tempo desperta novos gostos e interesses diferentes, além, é claro, de produzir conhecimento."

Para mim, diversidade é uma das palavras-chave e isso nos remete a não linearidade, a flexibilidade, a complexidade, a criatividade e às idéias de Vygotsky e Freire.

"Com relação a este tema, sonho um dia poder escrever
um livro a respeito e demonstrar com pesquisas e
citações que cultura e religião não são elementos
ad-eternos entre os diversos povos e etnias deste
nosso planeta. Nem os indígenas possuem uma cultura ou
religião única. Na verdade, suas culturas e religiões
são o resultado de dezenas ou centenas de cruzamentos
de culturas ainda que pareça que alguns deles não
tenham tido tanto contado assim com outros povos.
Cultura, por exemplo é um elemento altamente dinâmico
e transformador. É na troca de informações,
experiências e conhecimentos é que construímos
sabedoria e colaboração mútua. Precisamos estar
abertos ao novo e diferente e promover essa abertura.
Precisamos estar preparados para participar do novo e
também estimular a participação de outros. Precisamos
estar abertos à integração e estimular a integração
dos outros."

Adorei sua argumentação!!!
O ambiente educacional virtual é um círculo de cultura. Para Paulo Freire, a aula não é um termo adequado, sendo "círculo da cultura" uma expressão mais adequada. Temos então, uma (e também várias) cultura de "mediar" do professor/computador e várias culturas de aprender dos diversos aprendizes/usuários em cada ambiente educacional (e nos vários ambientes, já que eles se inter-cruzam). Nesse aparente caos do ambiente educacional, tem-se características comuns e idiossincráticas (Miccoli, 1997), sendo que a diversidade de idéias, experiências, culturas... é que vai enriquecer o processo de construção de conhecimentos. É nesse aparente caos que o conhecimento acontece.... e também a construção da autonomia tanto do professor, como do aprendiz. É nesse aparente caos que a criatividade surge.... (Paiva, no Prelo- Modelo Fractal de Aquisição de Línguas)

Um abraço e uma ótima folia, ou um merecido descanço!
Maristela
[> Subject: Re: Seminário CALL - O Uso de Ferramentas Tecnológicas Que Impulsionam a Aprendizagem


Author:
Regina Brito
[ Edit | View ]

Date Posted: 16:21:48 03/01/03 Sat

Oi gente amiga!
Aqui vão meus comentários sobre algumas das questões do seminário.

Questão 2. Neste ponto eu concordo com meus colegas que disseram que o motivo é estrutural. Embora eu acredite que muitos educadores têm uma resistência a essa nova tecnologia, acho que essa resistência venha em parte do pouco contato com questões de informática.O problema acaba sendo cultural também. Por isso acho que assim que eles venham a ter mais contato esse receio venha a desaparecer.

Questão 3. para mim, essa conversa de o computador e a internet serem uma “onda passageira” é crítica da oposição, ou seja, esse tipo de comentário surge principalmente de quem tem pouco ou nenhum acesso a esse tipo de recurso e que por isso tem receio da mudança. Não há como voltar atrás! Quem está acostumado com o uso do computador sabe o quanto esta ferramenta pode ser útil no processo de aprendizagem, desde que se saiba como usá-la! Sim, porque os adolescentes adoram entrar na internet, desde que isso não seja uma obrigação. Já tive duas experiências de uso do computador em cursos de Inglês e o que senti mais difícil entre alunos desta faixa etária não era a dificuldade com a tecnologia, mas a sensação de que, por mais que você coloque as coisas de forma flexível, ainda sim faz parte das obrigações da escola, deixa de ser apenas uma diversão e portanto, acaba gerando um pouco de preguiça com relação às datas de entrega dos projetos e trabalhos.

Um abraço,
Regina.
[> Subject: Re: Seminário CALL - 24/Fev a 01/Mar -


Author:
Viviane Lima
[ Edit | View ]

Date Posted: 17:44:52 03/02/03 Sun

Marcos e colegas,
segue minha contribuição.
Viviane

QUESTÃO1
Acredito que um trabalho interdisciplinar compreendendo Inglês e História e/ou Geografia, ou ainda outra disciplina, pode ser realizado nos segmentos fundamental e médio. Algumas tarefas podem ser propostas e a busca pode ser realizada na Internet. Os textos podem ser produzidos em inglês e o feedback pode ser dado pelos professores bem como pelos colegas. A apresentação para a turma pode ser realizada com o auxílio de Power Point.

QUESTÃO 2
Acredito que tudo que você mencionou é possível. Porém a cultura desse tipo de projeto não chegou à educação. Endosso o que Vera disse acerca do não uso de computadores em escolas que os têm. Inclusive em escolas públicas onde as ferramentas tecnológicas podem servir como meios de acesso a conhecimentos valorizados e nem sempre disponíveis para classes sociais menos favorecidas.

QUESTÃO 3
Penso que a Internet se configura como a globalização. Não é mais uma questão de aceitar ou esperar passar a “onda”. É inevitável. Certamente, estamos na idade da pedra por todas as adversidades sobre as quais discutimos ao longo de nosso curso. Porém desde que o processo iniciou-se não houve retrocesso.


QUESTÃO 4
O resultado da análise de Doering e Beach parece demonstrar que as trocas de sentimento não são tão indiretas assim: alunos reclamam quando o professor não retorna imediatamente; há compartilhamento de questões pessoais, etc. Os autores não estabelecem uma comparação entre mais ou menos no contato virtual e presencial.

QUESTÃO 5
O caminho apresentado por você é uma possibilidade. Porém pode despertar no aluno a curiosidade de encontrar informações sobre o tópico apenas pela Internet e a leitura do livro poderia ficar em segundo plano. Ainda assim seria importante pois ele leria textos; que é o objetivo final. Outro aspecto a ser levado em consideração é que nem sempre as pessoas gostam de “ler” textos na tela do computador; portanto não sei se CALL pode incentivá-los a ler mais. Seguramente pode apresentar novas possibilidades de leitura.

QUESTÃO 6
O projeto apresentado pelo texto confirma que sim. Não tantos gêneros mas múltiplos. Nesse caso, penso que a questão não diz respeito à possibilidades mas sim ao planejamento de como os diversos gêneros comporiam o projeto verdadeiramente colaborativo.

QUESTÃO 7
Infelizmente, não usei ainda.

QUESTÃO 8
Sim. Foi o aspecto que achei mais interessante no projeto apresentado. A condução das tarefas propostas aos professores discutida em fórum foi o grande ganho do projeto em relação a seu objetivo inicial.
“We hope to demonstrate that technology tools can serve to mediate and Foster the development of a range of different literacy practices within a teacher education program.”
[> [> Subject: Re: Seminário CALL - 24/Fev a 01/Mar -


Author:
Marcos Manso
[ Edit | View ]

Date Posted: 15:11:04 03/06/03 Thu

Oi Viviane e colegas,

Obrigado pela sua contribuição,

Realmente é possível sim fazer trabalhos interdisciplinares em nossas escolas. Na verdade, e indo mais além, creio que dá para ‘cruzar’ não somente Inglês e História ou Geografia, mas até mesmo Matemática. Basta unir a criatividade e a argumentação fundamentada e pode-se realizar trabalhos brilhantes unindo qualquer área. Também é preciso haver motivação e receptividade.

“Penso que a Internet se configura como a globalização.”
Isso, com a Internet nos sentimos cidadãos do mundo. Através dela temos parceiros econômicos, colegas de trabalho e aprendizagem, até vizinhos de amizade, e muito mais.

”O resultado da análise de Doering e Beach parece demonstrar que as trocas de sentimento não são tão indiretas assim:”,
Pode até ser, mas o difícil mesmo é medir essa troca, medir o grau de franqueza. A única coisa que se pode medir é o grau de interatividade.


”O caminho apresentado por você é uma possibilidade. Porém pode despertar no aluno a curiosidade de encontrar informações sobre o tópico apenas pela Internet e a leitura do livro poderia ficar em segundo plano.”
Talvez nem seja um problema tão sério se o livro ficar em segundo plano, uma vez que ele nunca ocupou o primeiro plano de fato na nossa cultura. O ruim é se ele não ficar em plano algum. Concordo que não se promover uma coisa em detrimento da outra, pois é justamente na diversificação de recursos que reside o aprimoramento da aprendizagem.


”Infelizmente, não usei ainda.”
Visite o site Cutting Edge CALL de Jim Duber no endereço
http://www-writing.berkeley.edu/chorus/call/cuttingedge.html
Ele demonstra os usos dessas ferramentas.

”“We hope to demonstrate that technology tools can serve to mediate and Foster the development of a range of different literacy practices within a teacher education program.””
Concordo plenamente. Vamos disso uma realidade.

Abraços,
Marcos Manso
[> Subject: Re: - O Uso de Ferramentas Tecnológicas Que Impulsionam a Aprendizagem


Author:
paisoliveira (Sergio)
[ Edit | View ]

Date Posted: 17:47:59 03/05/03 Wed

Marcos Manso,
Suas perguntas estão muito interessantes e sei que as discussões serão muito ricas até o final da semanna.
1ª pergunta: é possível fazermos um projeto colaborativo semelhante ao apresentado no texto, se houver realmente envolvimento de ambas as partes.O projeto de Doering e Beach funcionou bem pois houve um compromisso por parte dos "pre-service teachers" e os alunos da escola.Além disso os envolvidos sabiam bem sobre informática, o que não acontece em nossa realidade de escola pública. Acho que um projeto voltado para a leitura mediado por computador tem que ser interessante. Os textos devem ser atraentes para a faixa etária dos alunos e deve-se apresentar alguma tarefa como se fosse um desafio. As webquests/webtasks são um bom exemplo de tarefas que alunos tem que ler e pesquisar para conseguirem chegar a um resultado. Acho que um projeto deve ser aberto, no sentido de não ficar restrito apenas a uma única coisa. Se o aluno puder escolher um tema dentro do projeto que lhe mais agrade, a motivação poderá ser maior em realizá-lo. Por exemplo, este seminário motiva alunos a participarem pois há vários temas ao mesmo tempo.Não precisamos ficar restritos a um único tema, e o que é melhor, os textos foram escolhidos por nós mesmos.
Acho que para um projeto desse tipo dar certo nas escolas públicas devemos capacitar os professores com conhecimento de informática. Não adianta termos as máquinas nas escolas se os professores não sabem como e para que usá-las. Vejo isso na minha realidade, onde eu sou o único professor de língua que trabalha com internet na sala de aula. Aliás, as outras àreas se restringem a internet apenas para pesquisa. Muitos alunos nem lêem o que está escrito e mandam inprimir como se tivessem feito realmente uma pesquisa.Já houve casos até de haver mais de 2 textos iguais tirados do mesmo site.
Uma idéia que poderia ser adotada é a participação de alunos da graduação de letras e informática na adoção desses projetos nas escolas públicas, como se fosse um estágio.

Abraços,
Paisoliveira
[> [> Subject: Re: - O Uso de Ferramentas Tecnológicas Que Impulsionam a Aprendizagem


Author:
Maristela
[ Edit | View ]

Date Posted: 03:57:10 03/06/03 Thu

"Uma idéia que poderia ser adotada é a participação de
alunos da graduação de letras e informática na adoção
desses projetos nas escolas públicas, como se fosse um
estágio"

Sérgio

A idéia de trabalhar com ensino mediado por computador já no estágio supervisionado do aluno de Letras é muito pertinente tanto para os alunos universitários bem como para os do Ensinos Fundamental e Médio. Para isso, a internet deve estar presente tanto na Universidade, bem como nos Ensinos Fundamental e Médio e o professor do estágio deve estar neste caminho de aprendizagem. Algumas escolas (aqui, são poucas) já têm laboratório de computação e começar com estas é um dos caminhos para iniciar esse trabalho tão necessário e ainda pouco refletido.

Um abraço.
Maristela
[> [> Subject: Re: - O Uso de Ferramentas Tecnológicas Que Impulsionam a Aprendizagem


Author:
Marcos Manso
[ Edit | View ]

Date Posted: 15:29:28 03/06/03 Thu

Olá Sérgio e colegas,

”Suas perguntas estão muito interessantes e sei que as discussões serão muito ricas até o final da semanna.”
Obrigado,


Destaco algumas palavras que você usou com muita propriedade: ENVOLVIMENTO e COMPROMISSO. Essas são condições ‘sine qua non’ para que um projeto do tipo de Doering e Beach sejam implementados. Concordo também que as tarefas devam ser DESAFIADORAS.
A LIBERDADE DE ESCOLHA do tema, desde que bem tutorado, realmente pode ser um fator muito MOTIVADOR. E concordo mais uma vez com você: a VARIEDADE, como você bem lembrou nesta nossa disciplina também é um fator INCENTIVADOR.

“Uma idéia que poderia ser adotada é a participação de alunos da graduação de letras e informática na adoção desses projetos nas escolas públicas, como se fosse um estágio.”
Grande idéia, aliás, é algo que venho reivindicando há algum tempo.

Abraços,
Marcos Manso


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