| Subject: Re: SEMINÁRIO: ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM - 10 a 15 Fev. |
Author: Rita Vilaça
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Date Posted: 16:00:32 02/12/03 Wed
In reply to:
Denise Araújo
's message, "SEMINÁRIO: ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM - 10 a 15 Fev." on 02:08:28 02/10/03 Mon
> Denise,
Voce foi muito feliz na escolha deste proverbio. Parabéns !
Questão 1:
(...) "O uso de estratégias parece depender de vários fatores de indivíduo para indivíduo. Por essa razão, não se pode apontar uma determinada estratégia que possa ser considerada perfeita para todo e qualquer aprendiz." (...) ( Freitas, 1998:61)
Essa consideração é, na minha opinião, a mais pertinente sobre o ensino/aprendizagem que preconiza o ensino formal ou o uso consciente de estratégias. Não existe verdades absolutas em se tratando de:
a) línguas estrangeiras: As línguas são dinâmicas, podem mudar de acordo com a época, o país ou região. Atualmente, por exemplo, a linguagem/o vocabulário de termos ligados ao computador são absorvidos ou adaptados do inglês para outras línguas estrangeiras.
b) Aprendizes: Os aprendizes/alunos são diferentes, apresentam características distintas. O uso de estratégias vai depender de fatores como idade, personalidade, contextos nos quais estão inseridos, situação sócio econômica, objetivos e principalmente, dificuldades individuais de suas habilidades (skills). O que é uma estratégia eficiente para um aprendiz desinibido, pode não ser para um aluno tímido e vice-versa. Talvez um determinado aprendiz precise de maior instrução formal do que um outro.
c) Estratégias: O uso consciente de estratégias tende a ser um ponto positivo nas escolhas individuais dos aprendizes. Cabe ao professor instruir e mostrar a existência de uma determinada estratégia e ao aluno a responsabilidade de usá-la. Isso vai de encontro à colocação (...) "é necessário determinar estratégias que os aprendizes já usem e selecionar estratégias que sejam apropriadas às características e necessidades dos aprendizes". (...) ( Cohen, 1998:90). Seria interessante se nós, professores tivéssemos tempo e disposição para direcionar diferentes estratégias para nossos aprendizes, de acordo com suas necessidades. Acho que isso só é possível em se tratando de grupos específicos, pequenos ou alunos particulares.
Freitas ( 1998:67) faz referência a Vygotsky (1978) questionando até que ponto a
idade seria um fator que influenciaria o uso eficiente de estratégias e conclui que pelo menos para a aquisição de vocabulário, a idade é um fator relevante. Concordo que o "desenvolvimento cognitivo e psicológico, a maturidade, conhecimento de mundo e personalidade" são fatores cruciais para o uso eficiente de estratégias. No entanto, eu gostaria de acrescentar que o objetivo do aprendiz também deve ser levado em consideração, independente da idade. Muitas vezes, o aprendiz se sente motivado de várias maneiras e usa estratégias consciente ou inconscientemente. Se o aprendiz tem uma personalidade aberta a novas experiências e tem um objetivo claro como, por exemplo, intercâmbio, estágio ou curso no exterior, pretensão a um determinado emprego, sua motivação será maior e, na minha opinião, o uso CONSCIENTE de estratégias leva a um uso mais EFICIENTE das mesmas, não só em aquisição de vocabulário, mas em outras situações também.
Questão 2:
Como já foi dito anteriormente, a mudança de papéis é tão complexa para alunos e para professores. No meu caso, me sinto "em cima do muro", pois ao mesmo tempo em que direciono estratégias e tento dar autonomia, não deixo de lado meu papel tradicional de professor que detém o poder.
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