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Subject: Re: Semiário: Autonomia e cooperação (10 a 15/02)


Author:
paisoliveira (Sergio)
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Date Posted: 17:09:08 02/16/03 Sun
In reply to: Maristela 's message, "Semiário: Autonomia e cooperação (10 a 15/02)" on 01:38:59 02/10/03 Mon

Maristela,
Parabéns pelos textos que você escolheu. Li os textos: Uma ponte para a autonomia e Autonomia e sensibilidade na rede: uma proposta metodológica Gostei de ambos.

O primeiro é muito interessante, pois os autores discutem os vários termos para tratar de autonomia. Dickinson (1987) usa o termo “auto-instrução” para situações onde o aluno trabalha sem o controle direto do professor. É dado ao aluno uma porção de responsabilidade para que gradativamente ele possa ser responsável pelo seu aprendizado. Gostei dessa definição por que não se pode deixar o aluno com o controle total repentinamente. Há que se ensinar e passar o controle aos poucos, a medida que ele vai se conscientizando de seu papel e de sua participação na construção do conhecimento.Catapan (pg7) afirma que “O modelo educacional de hoje é baseado na transmissão do conhecimento, assumindo que o aluno é um recipiente vazio a ser preenchido ou um produto a ser montado.” Por causa dessa prática educacional existente no Brasil é que não se pode exigir de nosso aluno que ele tenha uma postura autônoma repentinamente.
“Dickinson usa o termo “autonomia” quando o aprendiz é totalmente responsável por todas as decisões relativas ao aprendizado e à implementação dessas decisões”.(Bohn et all, pg2) Fico pensando até que ponto o aprendiz é capaz de tomar decisões que sejam as melhores para ele. Talvez o professor, com toda a sua bagagem e experiência, possa ainda ser um mediador/facilitador e orientador dessa escolha.
Um outro ponto relevante no segundo texto: “o desenvolvimento de uma nova proposta, que seja desvinculada dos velhos paradigmas, requer que estejamos preparados para estas novas mudanças que o contexto atual exige de nós educadores.” Talvez a coisa mais difícil de se mudar é a atitude, pensamento, posturas e valores dos educadores. É sempre um “choque”grande mudar algo que já vem sendo praticado há décadas, ensinado e passado como o “certo e ideal.” A universidade é que teria que se reestruturar para criar já desde cedo alunos e professores que tivessem uma postura mais autônoma e renovadora na bipolaridade de ensino e aprendizagem.

Abraços,
Paisoliveira

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Replies:
[> [> Subject: Re: Seminário: Autonomia e cooperação (10 a 15/02)


Author:
Maristela
[ Edit | View ]

Date Posted: 09:40:38 02/18/03 Tue

"O primeiro é muito interessante, pois os autores
" Dickinson (1987) usa o termo “auto-instrução” para
situações onde o aluno trabalha sem o controle direto
do professor. É dado ao aluno uma porção de
responsabilidade para que gradativamente ele possa ser
responsável pelo seu aprendizado. Gostei dessa
definição por que não se pode deixar o aluno com o
controle total repentinamente. Há que se ensinar e
passar o controle aos poucos, a medida que ele vai se
conscientizando de seu papel e de sua participação na
construção do conhecimento."

É isso ai, Sérgio!
Acredito que o adequado no processo de ensino-pesquisa-aprendizagem é que aluno(s) e professor trabalhem como em um time, ou seja, fazendo parte da mesma equipe a fim de conseguir o objetivo alcançado, aprendizagem-autonomia, e para isso, o trabalho em equipe, a cooperação/colaboração é fundamental. Ai entra a questão que o papel dos professores é propiciar aos aprendizes uma maior autonomia, auto-regulação em relação ao processo de aprendizagem, mediar o "time" para que cada elemento (aprendiz) produza no coletivo e também na individualidade. Essa aprendizagem do aluno está relacionada ao cidadão como um todo e e não somente com o aluno (aprendiz) e isso nos remete a Paulo Freire.

“O modelo educacional de hoje é baseado na transmissão
do conhecimento, assumindo que o aluno é um recipiente
vazio a ser preenchido ou um produto a ser montado.”

Isso é behaviorismo, é orden, é rigidez, previsibilidade, controle, é Foucault´s nightmare.

“Dickinson usa o termo “autonomia” quando o aprendiz é
totalmente responsável por todas as decisões relativas
ao aprendizado e à implementação dessas
decisões”.(Bohn et all, pg2)"

Essa maior autonomia do aprendiz está relacionado á sua maior auto-regulação, que se relacionada á autopoiésis (auto-produção e auto-regeneração)

“o desenvolvimento de uma nova proposta, que seja
desvinculada dos velhos paradigmas, requer que
estejamos preparados para estas novas mudanças que o
contexto atual exige de nós educadores.”

Será que precisamos nos desvincular dos velhos paradigmas ou usá-los com questões a serem redefinidas, reconstruídas?
Acredito que a ciência/conhecimento/vida é construção e reconstrução...

"Talvez a coisa mais difícil de se mudar é a atitude,
pensamento, posturas e valores dos educadores. É
sempre um “choque”grande mudar algo que já vem sendo
praticado há décadas, ensinado e passado como o “certo
e ideal.”

Iniciar/provocar uma mudança, muitas das vezes, não é fácil mesmo e isso está relacionado a "cultura" e como um processo de mudança é gradativo, as ações devem ser cautelosas e refletidas continuamente. O importante é estar provocando, sempre, essas mudanças, pois acredito que as "sementes" devam ser plantadas e cultivadas e o "germinar/nascer/crescer", maior autonomia e maior aprendizagem, é co-construído mais longitudinalmente.

"A universidade é que teria que se
reestruturar para criar já desde cedo alunos e
professores que tivessem uma postura mais autônoma e
renovadora na bipolaridade de ensino e aprendizagem."

Não estou vendo o processo como bipolar, mas como caótico, não linear e cíclico e ai entra o ciclo do ensino, da pesquisa, e da aprendizagem. A Universidade tem a sua responsabilidade no papel de construção de conhecimento e autonomia, mas a responsabilidade e de todos nós e, para isso, deve haver uma vontade (ação) coletiva. "É preciso que todos sejam deliberadores (Bohn, p. 11) e co-construtores e que cada um dê a sua contribuição para que o "time" funcione.

Sérgio, muito obrigada por contribuir com este seminário! Valeu mesmo!!!

Um grande abraço.
Maristela


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