Author:
Maristela
[ Edit | View ]
|
Date Posted: 09:40:38 02/18/03 Tue
"O primeiro é muito interessante, pois os autores
" Dickinson (1987) usa o termo “auto-instrução” para
situações onde o aluno trabalha sem o controle direto
do professor. É dado ao aluno uma porção de
responsabilidade para que gradativamente ele possa ser
responsável pelo seu aprendizado. Gostei dessa
definição por que não se pode deixar o aluno com o
controle total repentinamente. Há que se ensinar e
passar o controle aos poucos, a medida que ele vai se
conscientizando de seu papel e de sua participação na
construção do conhecimento."
É isso ai, Sérgio!
Acredito que o adequado no processo de ensino-pesquisa-aprendizagem é que aluno(s) e professor trabalhem como em um time, ou seja, fazendo parte da mesma equipe a fim de conseguir o objetivo alcançado, aprendizagem-autonomia, e para isso, o trabalho em equipe, a cooperação/colaboração é fundamental. Ai entra a questão que o papel dos professores é propiciar aos aprendizes uma maior autonomia, auto-regulação em relação ao processo de aprendizagem, mediar o "time" para que cada elemento (aprendiz) produza no coletivo e também na individualidade. Essa aprendizagem do aluno está relacionada ao cidadão como um todo e e não somente com o aluno (aprendiz) e isso nos remete a Paulo Freire.
“O modelo educacional de hoje é baseado na transmissão
do conhecimento, assumindo que o aluno é um recipiente
vazio a ser preenchido ou um produto a ser montado.”
Isso é behaviorismo, é orden, é rigidez, previsibilidade, controle, é Foucault´s nightmare.
“Dickinson usa o termo “autonomia” quando o aprendiz é
totalmente responsável por todas as decisões relativas
ao aprendizado e à implementação dessas
decisões”.(Bohn et all, pg2)"
Essa maior autonomia do aprendiz está relacionado á sua maior auto-regulação, que se relacionada á autopoiésis (auto-produção e auto-regeneração)
“o desenvolvimento de uma nova proposta, que seja
desvinculada dos velhos paradigmas, requer que
estejamos preparados para estas novas mudanças que o
contexto atual exige de nós educadores.”
Será que precisamos nos desvincular dos velhos paradigmas ou usá-los com questões a serem redefinidas, reconstruídas?
Acredito que a ciência/conhecimento/vida é construção e reconstrução...
"Talvez a coisa mais difícil de se mudar é a atitude,
pensamento, posturas e valores dos educadores. É
sempre um “choque”grande mudar algo que já vem sendo
praticado há décadas, ensinado e passado como o “certo
e ideal.”
Iniciar/provocar uma mudança, muitas das vezes, não é fácil mesmo e isso está relacionado a "cultura" e como um processo de mudança é gradativo, as ações devem ser cautelosas e refletidas continuamente. O importante é estar provocando, sempre, essas mudanças, pois acredito que as "sementes" devam ser plantadas e cultivadas e o "germinar/nascer/crescer", maior autonomia e maior aprendizagem, é co-construído mais longitudinalmente.
"A universidade é que teria que se
reestruturar para criar já desde cedo alunos e
professores que tivessem uma postura mais autônoma e
renovadora na bipolaridade de ensino e aprendizagem."
Não estou vendo o processo como bipolar, mas como caótico, não linear e cíclico e ai entra o ciclo do ensino, da pesquisa, e da aprendizagem. A Universidade tem a sua responsabilidade no papel de construção de conhecimento e autonomia, mas a responsabilidade e de todos nós e, para isso, deve haver uma vontade (ação) coletiva. "É preciso que todos sejam deliberadores (Bohn, p. 11) e co-construtores e que cada um dê a sua contribuição para que o "time" funcione.
Sérgio, muito obrigada por contribuir com este seminário! Valeu mesmo!!!
Um grande abraço.
Maristela
|