| Subject: Re: SEMINÁRIO: ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM - 10 a 15 Fev. |
Author: Vanderlice Sól
| [ Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
Date Posted: 11:05:01 02/11/03 Tue
In reply to:
Denise Araújo
's message, "SEMINÁRIO: ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM - 10 a 15 Fev." on 02:08:28 02/10/03 Mon
Querida Denise,
Gostei muito dos textos que você escolheu, da forma como você propôs as questões e do provérbio também. O aspectos que mais me chamou a atenção nos dois textos foi a ênfase dada a questão da formação do professor.
Questão 1
Quanto ao texto de Cohen (1998) acho importante ressaltar a contribuição que ele traz a respeito da necessidade de se investir na formação do professor para que ele possa implementar um ensino sistematizado de estratégias. Segundo o autor (p.98) para tal implementação é preciso que o professor escolha um modelo instrucional que:
· apresente as estratégias para os aprendizes e aumente a conscientização deles sobre seus estilos de aprendizagem;
· ensine os aprendizes a identificar, praticar, avaliar e aplicar as estratégias em novas situações de aprendizagem; e
· promova a autonomia do aprendiz para que eles possam continuar utilizando as estratégias adquiridas, fora da sala de aula.
A este respeito Freitas (1998), em sua pesquisa, mostra que é importante que o professor tenha mais do que proficiência na língua alvo, é necessário que ele incentive os alunos a utilizarem estratégias de forma consciente, mas sem impor quais estratégias deverão utilizar, pois, segundo a autora “Uma vez consciente da existência dos diversos tipos de estratégias, bem como da importância do uso das mesmas no processo de aprendizagem de uma nova língua, o aluno adquire condições e autonomia para se guiar dentro desse processo...” (Freitas, 1998:70).
De acordo com Cohen (1998) para a implementação de um trabalho voltado para o uso consciente de estratégias é necessário que haja mudanças nos papéis do professor e dos alunos. O primeiro deve deixar de ser a “fonte do conhecimento” para assuimir uma postura mais colaborativa, assumindo os papéis de: diagnosticador, treinador (técnico), coordenador, aprendiz da língua que ensina e pesquisador. O aluno deve passar de passivo a ativo no processo, devem passar a ser mais autônomos, conhecer seus estilos de aprendizagem, gerenciar, monitorar e avaliar seu aprendizado. E isto só se torna possível a partir do momento em que o aprendiz assume responsabilidades sobre seu processo de aprendizagem.
Na minha atual realidade de ensino/aprendizagem posso afirmar que tenho aproveitado toda e qualquer situação para desenvolver a autonomia dos meus alunos. Reconheço que não é uma tarefa de fácil alcance, mas deve ser uma meta. Tenho percebido que muitos dos meus alunos não querem ser autônomos porque não querem assumir responsabilidades, outros compreendem autonomia sob uma perspectiva deturpada, do tipo, “qualquer coisa que eu fizer a professora aceita”, e há, também, aqueles que são realmente autônomos, capazes de transcender o que foi visto em sala e aplicar em novos contextos. Então, sempre utilizo o exemplo destes últimos para mostrar aos outros que é possível ser mais autônomos (é claro que sem constrangimentos).
Tenho procurado me embasar teoricamente e discutir sobre a importância do uso de estratégias para o desenvolvimento da autonomia sempre que tenho oportunidade. Sei que estou longe do ideal, mas pretendo continuar investindo.
Abraços
Vanderlice
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
] |
|