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Subject: Re: Semiário: Autonomia e cooperação (10 a 15/02) - Reflexão inicial sobre a 2a. questão


Author:
Maristela
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Date Posted: 01:09:35 02/13/03 Thu
In reply to: Maristela 's message, "Semiário: Autonomia e cooperação (10 a 15/02)" on 01:38:59 02/10/03 Mon

QUESTÃO 2:
A) Como compreender o termo “autonomia”, segundo
Piaget, Vygotsky, Freire, Maturana e Varela, Leffa e
Bohn et al.? Discuta, também, a(s) convergência(s) nas
idéias. Use a(s) leitura(s) complementar(es) e/ou da
semana 6 (Warschauer & Lepeintre, 1997) para
argumentar sobre Freire;
B) A partir das leituras, construa SUA interpretação
sobre “autonomia na aprendizagem de língua estrangeira
mediada ou não por computador.”

PIAGET: epitesmólogo suíco nascido em Neuchâtel, aos 09 de agosto de 1906, que viveu até 1980, e tinha como objetivo compreender como aumentamos os nossos conhecimento. Construtivismo.
"Para Piaget (1977), a autonomia se desenvolve juntamente com o processo de desenvolvimento da autoconsciência. Quando a autoconsciência é centrada no eu, a inteligência está calcada em atividades motoras, centradas no próprio indivíduo, numa relação egocêntrica de si para si mesmo. (ANOMIA). É a consciência centrada no EU. No desenvolvimento e na complexificação das ações, o indivíduo reconhece a existência do outro e passa a reconhecer a necessidade de regras, de hierarquia, de autoridade. (HETERENOMIA). A verdade e a decisão estão centradas no outro, no adulto. Neste, caso, a regra é exterior ao indivíduo e, por conseqüência, sagrada. A consciência é tomada emprestada do outro. Toda consciência da obrigação ou do caráter necessário de uma regra supõe um sentimento de respeito à autoridade do outro. O indivíduo sofre a coação social... Mas, o estado de autonomia se constitui centrado no reconhecimento do outro como ele mesmo e no respeito mútuo. As regras são constituídas cooperativa e racionalmente. A consciência de si se constitui na relação com o outro. Um relação está calcada na interação.... Os indivíduos fazem parte da construção, do respeito e das reformulações das regras sempre que novas relações ou novas opções se fazem necessárias. É o estado de autoconsciência. (Catapan e Fialho, 2002, p.4-5). Assim, essa autonomia sugere levar em consideração as variáveis relevantes para agir da melhor forma para todos, relaciona-se à capacidade de cooperação.

VYGOTSKY(1896,1934)- dedicou-se a estudar a psicologia evolutiva, educação e psicopatologia. Construtivismo.
“O ser humano adquire uma língua porque interage, em sociedade, com os outros seres humanos.” Todo conhecimento, incluindo a língua, é construído socialmente através da interação.... a aprendizagem para ocorrer não precisa necessariamente da presença do professor; pode dar-se através da mediação de um artefato cultural, socialmente situado” (Leffa, 2002, p. 4). Para esse autor, a autonomia também é co-construída a partir da interação dos indivíduos, já que “é um estágio a que se chega.” (Leffa, 2002, p. 5)

FREIRE: (Brasil, Recife, 1921-1997 - Pedagogia da libertação)
Os aprendizes são co-investigadores e a autonomia é a liberação da consciência oprimida, ou a sua transcendência e esse processo é cooperativo e individual.

MATURANA (Chileno, Biólogo e neurofisiólogo) E VARELA (Chileno, Biólogo) - Cognitvistas
“Para Maturana e Varela, o conceito central de autonomia tem origem no conceito de autopoiése. Esse termo, autopoiése, foi cunhado por volta de 1972, combinando o prefixo grego -auto- (si mesmo ) e o radical -poiésis (criação; produção). Um sistema autopoiético é organizado como uma rede de processos de produção (transformação e destruição) de componentes que produzem componentes; que continuamente se regeneram e realizam uma nova rede de processos e relações, produzindo, através de suas interações e transformações, uma unidade concreta no espaço no qual eles (os componentes) existem. O sistema autopoiético especifica o domínio topológico de sua realização como propriamente uma rede, ou seja, como propriamente um processo de auto-regulação (Maturana e Varela, 1980, citado em Catapan e Fialho, 2002, p. 4)
Varela define sistemas autônomos como uma unidade composta por uma rede de interações de componentes que, através de suas interações, recursivamente regeneram a rede de interações que as produz, e realiza a rede como uma unidade no espaço no qual os componentes existem constituindo e especificando as fronteiras da unidade (Maturana e Varela, 1980, citado em Catapan e Fialho, 2002, p. 4)
“A diferença entre autonomia e autopoiésis é que os sistemas autopoiéticos devem produzir seus próprios componentes, além de conservar sua organização”. (Maturana e Varela, 1980, citado em Catapan e Fialho, 2002, p. 4). Há portanto, na autopoiésis, processo de auto-produção e auto-regeneração, a partir de um padrão qualitativo de auto-organização. A rede autopoiética é organizacionalmente fechada, mas energeticamente aberta. Ex, corpo humano. A auto-organização se caracteriza, ainda, por a) surgimento de novas estruturas; b) busca do equilíbirio; c) interconexidade não linear. A auto-criação se caracteriza por a) autolimitação espacial; b) autogeração material; c) autoperturbação.”. Assim, os sistemas auto-organizadores exibem um certo grau de autonomia... isto não significa que os seres vivos estejam isolados do seu meio ambiente; pelo contrário, interagem continuamente com ele.

LEFFA (construtivismo)
“Teoricamente, parece que a autonomia do sujeito é apenas uma ilusão.”(Leffa, 2002, p.7). Para esse autor, pode-se propiciar ao aluno condições para ele construir sua aprendizagem. O aprendiz deve viver como um ser socialmente responsável e livre, capaz de refletir sobre sua atividade e seu refletir, capaz de ver e corrigir erros, capaz de cooperar e de possuir um comportamento ético...”(Maturana & Reezepka, 2000, citado em Leffa, 2002, p. 17) .

BOHN et al. (construtivismo)
“a aprendizagem autônoma precisa ser construída socialmente entre pesquisadores, proessores, bolsista e alunos” ( p. 10)

Baseada nas citações acima, percebe-se que todos os autores têm em comum a noção de que o homem isolado não chega a se conhecer, sendo o eu, parte integrante de um todo COOPERATIVO, ou seja, autonomia e cooperação andam juntas.

Pode-se dizer, então, que o processo de co-construção de autonomia pode partir do coletivo para o individual, de maneira cíclica. Desse modo, autonomia está relacionada à metaconsciência, à reflexão-ação, à liberdade crítica, a processo cooperativo e colaborativo em construção. Por fim, fazendo um "gancho" com o suporte teórico do seminário WebQuest (Miriam e Cibele) desta semana, destaca-se que

"[a]utonomia, autoformação, autoaprendizagem, aprendizagem aberta, aprender a aprender, autoregulação, autopoiésis, etc. terminologias diferentes que remetem a concepções e práticas diferenciadas, mas que têm em comum recolocar o aprendiz como sujeito, autor, e condutor de seu processo de formação, apropriação, reelaboração e construção do conhecimento."(preti, Citado em Mueller, p. 1)

E para você, colega, qual é a sua interpretação sobre autonomia?

Referências Bibliográficas

BOHN et al. Um ponte para a autonomia. Disponível em
< http://sw.npd.ufc.br/abralin/pdf.anais_conc2nac_tema031
>.pdf >

CATAPAN, Araci Rack, FIALHO, Francisco Antônio.
Autonomia e sensibilidade na rede: uma proposta
metodológica, 2002. Disponível em
< http://www.abed.org.br/antiga/htdocs/paper_visem/araci_
hack_catapan.htm >

LEFFA, Vilson J. Quando menos é mais: a autonomia na
aprendizagem de línguas. Trabalho apresentado no II
Forum Internacional de Ensino de Línguas Estrangeiras
(II FILE). Pelotas: UCPel, agosto de 2002.. Disponível
em http://www.leffa.pro.br/autonomia.htm >

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Replies:
[> Subject: Re: Semiário: Autonomia e cooperação (10 a 15/02)


Author:
Nara
[ Edit | View ]

Date Posted: 03:55:08 02/13/03 Thu

Qustão 2

Maristela,

As idéias de Chomsky acerca da aprendizagem da língua estão ligadas ao automatismo, tudo acontece automaticamente, sem nenhuma intencionalidade pedagógica do meio ambiente, o professor nada tem haver com a aquisição de uma língua, seja ela materna ou estrangeira.
Já as idéias de Vygotsky defendem a interação social. O ser humano adquire uma língua porque interage, em sociedade, com outros seres humanos. Uma outra idéias de Vygotsky que dá suporte à autonomia é a mediação, que define a aprendizagem sem a necessidade da presença “física” do professor, o que também é defendido por Oliveira (1995:57) quando afirma que a “presença do outro social pode se manifestar por meio dos objetos, da organização do ambiente, dos significados que impregnam os elementos do mundo cultural que rodeia o indivíduo”.
Apesar de haver algumas convergências entre as idéias de diferentes autores acerca da autonomia, uma coisa, ao meu ver, é comum: a aprendizagem está nas mãos dos aprendizes, o professor é facilitador neste processo, é quem ajuda o aluno a desenvolver sua autoconfiança. E esta aprendizagem ocorrerá ,de fato, se houver autonomia por parte dos envolvidos. Autonomia para criação de algo novo, para busca constante do crescimento pessoal e do grupo, para o rompimento com a submissão, para progressos e avanços.

Um abraço,
Nara
[> [> Subject: Re: Semiário: Autonomia e cooperação (10 a 15/02)- A TODOS!


Author:
Maristela
[ Edit | View ]

Date Posted: 08:40:45 02/13/03 Thu

a“presença do outro social pode se manifestar por meio dos objetos, da organização do ambiente, dos significados que impregnam os elementos do mundo cultural que rodeia o indivíduo”. (Nara)

O computador (interações on line) é um dos intrumentos de mediação entre os homens e a cooperação é um dos caminhos para a autonomia. "O aprender está relacionado aos ojetos, eventos, situações, modos de organização do real e à própria linguagem, elemento fundamental nesse processo. (Oliveria, citado em Leffa, 2002, p. 5). Nesse sentido, pode-se dizer que sujeito e objeto são inseparavelmente inseparáveis,já que fazem parte de um todo cooperativo.

"O eu do do discurso se constroi também sendo mediado pelo computador, sendo que a idéia de alguém que ensina pode estar concretizada em objetos, eventos, situações, modos de organização do real e na própria linguagem, elemento fundamental nesse processo" (Oliveira, citdo em Leffa, 2002, p. 5)

Ambos, professor(es) e aluno(s) devem estar no desenvolvimento da autonomia, ou serem mais autônomos, a fim de o processo de ensino-aprendizagem ser mais eficaz, já que é na cooperação/colaboração que há co-construção do conhecimento (metaconsciência), apesar de haver também o coletivo.

Pessoal,
O que vamos querer Autonomia ou heterenomia? Tudo é submissão. Mas, há uma diferença...

Nara, obrigada pelas suas contribuições e participação.
Um grande abraço.
Maristela
[> [> [> Subject: Re: Semiário: Autonomia e cooperação (10 a 15/02)- A TODOS!


Author:
Regina Brito
[ Edit | View ]

Date Posted: 07:52:35 02/17/03 Mon

>a“presença do outro social pode se manifestar por meio
>dos objetos, da organização do ambiente, dos
>significados que impregnam os elementos do mundo
>cultural que rodeia o indivíduo”. (Nara)
>
>
>Ambos, professor(es) e aluno(s) devem estar no
>desenvolvimento da autonomia, ou serem mais autônomos,
>a fim de o processo de ensino-aprendizagem ser mais
>eficaz, já que é na cooperação/colaboração que há
>co-construção do conhecimento (metaconsciência),
>apesar de haver também o coletivo.
>
>Pessoal,
>O que vamos querer Autonomia ou heterenomia? Tudo é
>submissão. Mas, há uma diferença...
>
Bem lembrado Maristela,
autonomia não significa solidão, um processo de aprendizagem solitário do eu comigo mesmo. autonomia é sim ao conhecimento do eu, mas também a interação deste eu com o mundo. o aprendiz está submetido ao social mas, ao mesmo tempo pode influenciá-lo.
Um abraço,
Regina.
[> [> Subject: Re: Semiário: Autonomia e cooperação (10 a 15/02)


Author:
Vera
[ Edit | View ]

Date Posted: 16:41:24 02/16/03 Sun

>Qustão 2
>
>Maristela,
>
>As idéias de Chomsky acerca da aprendizagem da língua
>estão ligadas ao automatismo,

Nara,

Acho que você está confundindo Chomsky com Skinner. Chomsky é contra a idéia de língua como sinônimo de hábitos automáticos.

Vera
[> [> [> Subject: Re: Seminário: Autonomia e cooperação (10 a 15/02)


Author:
Maristela
[ Edit | View ]

Date Posted: 10:07:50 02/18/03 Tue

"Acho que você está confundindo Chomsky com Skinner.
Chomsky é contra a idéia de língua como sinônimo de
hábitos automáticos."

Na teoria de skinner, a aprendizagem é extrínseca, e o aluno aprende porque ele "recebe" essa aprendizagem. Nessa conceppção, esse aprendiz é totalmente passivo e o erro é um "pecado". O objeto de estudo era a língua (langue).

Para chomsky, a língua é um processo mental, a aprendizagem é internalista, o aluno aprende porque pensa (inteligência enão estupidez) e o erro é uma hipótese levantada pelo aluno no processo de aquisição. A questão de Chomsky (1960) é que apesar de ver a língua com um processo interno, seu objeto de estudo ainda era a língua (langue) e não a fala, a variação e a diversidade lingüística.

Um abraço
Maristela
[> [> [> Subject: Re: Seminário: Autonomia e cooperação (10 a 15/02)


Author:
Maristela
[ Edit | View ]

Date Posted: 10:11:20 02/18/03 Tue

"Acho que você está confundindo Chomsky com Skinner.
Chomsky é contra a idéia de língua como sinônimo de
hábitos automáticos."

Na teoria de skinner, a aprendizagem é extrínseca e o aluno aprende porque ele "recebe" essa aprendizagem. Nesta concepção, esse aprendiz é totalmente passivo e o erro é um "pecado". O objeto de estudo era a língua (langue).

Para chomsky, a língua é um processo mental, a aprendizagem é internalista, o aluno aprende porque pensa (é inteligente e não estúpido) e o erro é uma hipótese levantada pelo aluno no processo de aquisição. A questão de Chomsky (1960) é que apesar de ver a língua com um processo interno, seu objeto de estudo ainda era a língua (langue) e não a fala, a variação e a diversidade lingüística.

Um abraço
Maristela
[> [> [> Subject: Re: Seminário: Autonomia e cooperação (10 a 15/02)


Author:
Maristela
[ Edit | View ]

Date Posted: 10:14:21 02/18/03 Tue

"Acho que você está confundindo Chomsky com Skinner.
Chomsky é contra a idéia de língua como sinônimo de
hábitos automáticos."

Na teoria de skinner, a aprendizagem é extrínseca e o aluno aprende porque ele "recebe" essa aprendizagem. Nesta concepção, esse aprendiz é totalmente passivo e o erro é um "pecado". O objeto de estudo era a língua (langue).

Para chomsky, a língua é um processo mental, a aprendizagem é internalista, o aluno aprende porque pensa (é inteligente e não estúpido) e o erro é uma hipótese levantada pelo aluno no processo de aquisição. A questão de Chomsky (1960) é que apesar de ver a língua com um processo interno, seu objeto de estudo ainda era a língua (langue) e não a fala, a variação e a diversidade lingüística no contexto psico, sócio, histórico e cultural do aprendiz.

Um abraço
Maristela


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