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Subject: Re: Quais as grandes linhas de um Projecto de Esquerda...


Author:
Luis Laranja
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Date Posted: 6/01/05 19:10:17
In reply to: Macaco Velho 's message, "Re: Quais as grandes linhas de um Projecto de Esquerda..." on 6/01/05 17:31:18

Macaco Velho (não o trato com qualquer forma de deferência porque macaco velho não é nome de gente).

Confesso a minha estupefacção com tão metafórica prosa. E também não compreendo os trocadilhos suscitados pelo meu apelido. Eventualmente, escapa-me qualquer coisa em que se terá envolvido anteriormente. Mas, adiante.

Deixo de lado outros comentários seus, totalmente irrelevantes, e intervenho apenas para corrigi-lo no que se refere aos "erros crassos de História" que afirma constarem num dos parágrafos de uma anterior intervenção minha neste fórum.

Não disse que a troca intermediada pelo dinheiro fora invenção do capitalismo, apenas que este a desenvolvera; assim como também não disse que anteriormente a este modo de produção não houvera acumulação. Os erros que descortina estarão apenas na sua interpretação linear, esquemática e pré-concebida do que afirmei, ela, sim, errada.

De qualquer modo, esclareço-o de que o conceito de acumulação que utilizo (assim como outros conceitos) pertence ao léxico marxista, e refere-se à reaplicação produtiva dos excedentes. Embora anteriormente tenha havido acumulação, pois doutro modo não teria havido evolução que se visse, o capitalismo, ao contrário dos que o antecederam, foi o único modo de produção que a erigiu em objectivo principal.

Como ilustrado que quer parecer, deverá saber que anteriormente grande parte do produto excedente provinha do trabalho coercivo e de tributos mil extraídos de forma visível aos produtores directos, e não da troca desigual no mercado, e que boa parte dele era entesourado ou consumido em obras sumptuosas e no luxo, não tendo como destino a reaplicação produtiva.

Talvez porque confunda acumulação com armazenamento e excedente com poupança (no custo ou no consumo), como acontece com a Senhora Rosa Redondo, cuja intervenção critiquei, não compreenda que é da conjugação destes dois ingredientes - troca intermediada pelo dinheiro e acumulação - que resulta a superioridade demonstrada pelo capitalismo em relação aos modos de produção que o antecederam.

Se compreendesse a distinção, compreenderia, talvez, que a troca intermediada pela mercadoria geral moeda (ou pelo dinheiro, enquanto sua expressão corrente), permitindo a diversificação e a ampliação das trocas, possibilitou o aumento da produção e o melhor escoamento do produto; e que só a troca desigual entre contraentes livres e aparentemente iguais possibilita a realização de excedentes acumuláveis. É que os excedentes que importam não são aqueles que se produzem, mas aqueles que se realizam pela troca; para isso, são necessários outros com que se troquem; e, sendo ambos excedentes, o seu destino só pode o consumo produtivo, para melhorar ou ampliar a produção, o bem estar geral ou o consumo sumptuário, para se gozar ou cagar ingloriamente.

Por outro lado, se a troca fosse equitativa não ocorreria o desenvolvimento desigual de uns modos de produção em relação a outros e de umas sociedades em relação a outras. A evolução, neste caso, além de lenta não seria tão desigual. Se outros modos de produção conjugaram aqueles dois ingredientes, como afirma, por que razão não terão produzido diferenças tão assinaláveis no desenvolvimento económico e social e não o terão promovido ao nível e ao ritmo a que o capitalismo o promoveu?

A sua prosa, além de estilo desconexo, parece resumir-se a bocas atiradas ao ar, polvilhada de referências pseudo eruditas, fora do contexto. Ganharia em ordenar melhor as ideias e o estilo.

Tenha também um resto de dia proveitoso indo à missa.

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Replies:
Subject Author Date
À missa?!?...Macaco Velho 6/01/05 20:10:03


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