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Subject: Re: uma cantora de ópera


Author:
paulo fidalgo
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Date Posted: 29/01/06 14:04:53
In reply to: Fernando Penim Redondo 's message, "Trabalho "produtivo" e trabalho "improdutivo"" on 28/01/06 20:36:02

discordo obviamente do teu argumento do ponto dois; e muito mais discordo quando introduzes «intenções» numa relação social complexa. Quando dizes que o «estado tenciona»...Não é a aparência simples das intenções que procuramos explicar e sobretudo transformar. É a sua essência.

Começo por recordar Marx:

«um trabalho de idêntico conteudo pode ser produtivo ou improdutivo»

"Uma cantora que canta como um pássaro é uma trabalhadora improdutiva. Na medida em que vende o seu canto é uma assalariada ou uma comerciante. Porém, a mesma cantora contratada por um empresário que a põe a cantar para ganhar dinheiro, é uma trabalhadora produtiva, pois produz directamente capital"

"resultados do processo de produçao imediato, capitulo inedito do capital"

Eu ainda acrescentaria à relação contratada entre a cantora e o empresário, a figura de uma certa sociedade: empresário e cantora não estabelecem uma relação real assalariada, mas partilham o rendimento do espetáculo, caso em que temos de admitir uma relação desassalariada, mas produtiva porque produz capital.

Quando o teu capitalista contrata trabalhadores para lhe instalarem a piscina, pode fazê-lo de pelo menos duas maneiras: ou contrata trabalhadores à hora, para lhe instalar uma piscina, de acordo com o salário medio em vigor, ou contrata a «instalação de uma piscina», caso em que os trabalahdores se apropriam do seu salario mas ainda do valor final da «instalação» que acrescenta valorização ao custo da operação.

Na economia política do capital, o Estado é programado para produções públicas ao preço de custo porque supostamente exercem uma função não produtiva, não produtora de capital, e se destinam a suportar ao menor custo a operação geral do capitalismo. Querem prestações ao preço de custo porque querem manter baixo o custo geral da mão de obra. Na economia política do trabalhador assalariado do Estado, o seu desígnio histórico é lutar pelo pendor produtivo do seu trabalho e conquistar o direito a dele se apropriar. Tal como é o destino histórico dos assalariados do sector privado

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Replies:
Subject Author Date
Este Fidalgo tem cá umas lentes, grossas, grossas que não deixam ver a realidade...Ex-militante (vendo que até os médicos são doentes...)29/01/06 19:39:34
Citação de Marx (Grundrisse)Fernando Penim Redondo29/01/06 21:03:47


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